Importância do associativismo

Importância do associativismo

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O associativismo dos agricultores pode contribuir para a modernização da agricultura na medida em que facilita a aquisição de máquinas, sementes e variados outros produtos essenciais para a prática agrícola. Por outro lado, facilita o acesso a formação profissional especializada e a divulgação de novas técnicas e tecnologias, assim como de novas culturas. Promove igualmente, o apoio de técnicos especializados para um acompanhamento mais próximo do agricultor, assim como a divulgação de iniciativas comunitárias e apoia as candidaturas a novos projetos. Incentiva e apoia a criação de novas empresas. Garante a comercialização e a divulgação dos produtos, melhorando a qualidade e o nível de vida dos agricultores.

RECURSOS

RECURSOS

Recursos Naturais – Riquezas disponíveis na Terra que podem ser utilizadas em diversas atividades humanas

Tendo em conta as características dos recursos naturais, este podem ser divididos em:

  • Geológicos ou do subsolo (minérios; rochas; água)
  • Climáticos
  • Hídricos
  • Biológicos

Os recursos naturais, também por ser classificados em:

  • Recursos renováveis ou Recursos não-renováveis, em função do tempo necessário para serem repostos.

Recursos Renováveis

                Recursos que se repõem continuamente na Natureza, por isso, não se esgotam: água; sol; vento; calor interior da Terra…

Recursos não-renováveis

                Recursos que não se repõem na Natureza à mesma velocidade com que são consumidos e por isso podem-se esgotar: carvão; petróleo; gás natural…

Os recursos do subsolo podem ser classificados em:

Minerais Energéticos – Minerais que se destinam à produção de energia (petróleo; carvão; gás natural; urânio)

Minerais Metálicos – Minerais formados por substâncias metálicas (ferro; zinco; ouro; prata; estanho; cobre e tungsténio/volfrâmio)

Minerais não metálicos – Minerais cuja constituição é formada por substância não metálicas (sal gema; quartzo; talco; caulino e feldspato)

Rochas industriais – rochas utilizadas na construção civil (calcário; granito; areias e argilas)

Rochas ornamentais – rochas utilizadas para fins decorativos ( mármore; granito e calcário)

Água

  • Minerais – detêm propriedades terapêuticas
  • Nascente – águas subterrâneas com propriedade, consideradas, próprias para beber
  • Termal – águas subterrâneas cuja temperatura é superior a 20ºC

Portugal

Em Portugal há muitas jazidas (locais onde se verifica uma concentração de minérios suscetíveis de serem explorados)

A extração de recursos minerais é de grande tradição em Portugal

Conheceu um crescimento acentuado na última década do século XX

Mas continuou a ter uma reduzida importância na economia nacional (destaca-se apenas a extração de rochas)

A indústria extrativa contribui apenas com 1% do PIB

História da Terra

  • Pré-Câmbrico
    • Período de formação da Terra
    • Eclosão da vida
  • Era Primária / Paleozoico
    • Desenvolvimento da vida
  • Era secundária / Mesozoico
    • Era dos dinossauros
    • Desaparecimento dos dinossauros no final desta era
  • Era Terciária / Cenozoico
    • Era dos mamíferos
    • Aparecimento dos 1º hominídeos (australopitecos)
  • Era quaternária / Atropozoico
    • Desenvolvimento do homem

As unidades morfoestruturais de Portugal

Maciço Antigo – Formado na era paleozoica /era primária, constituindo cerca de 2/3 do território nacional, correspondendo à parte Norte e a grande parte do Centro e do Alentejo.

Rochas locais: Granitos e Xistos

Orlas mesocenozoicas – Formadas durante o mesozoico e o cenozoico, correspondendo à parte sul do Algarve e à faixa compreendida entre Aveiro e Lisboa

Rochas locais: calcários; arenitos e argilas

Bacias sedimentares do Tejo e do Sado – Datadas da era Cenozoica. Formaram-se a partir da acumulação de sedimentos na Bacia do Tejo e do Sado que mais tarde emergiram

Rochas locais: Areias, arenitos; e argilas

Concluindo

  Unidades morfoestruturais
Maciço Antigo Orlas mesocenozoicas Bacia do Tejo e do Sado
Era em que foi formado Paleozoico Mesozoico e

Cenozoico

Cenozoico
Área do país abrangida Norte

Interior Centro

Alentejo

Litoral algarvio e litoral centro (Aveiro a Lisboa) Bacias do Tejo e do Sado
Rochas constituintes Granito; xisto; quartzito; Calcário; argilas; arenítos Areais; argilas; arenitos
Formas de relevo Norte/centro – serras, vales e planaltos

Alentejo – pene planícies

Serras de cume arredondado e planícies

Planíceis
Minérios predominantes Feldspato; quartzito; tungsténio; talco; cobre; estanho

Caulino e sal-gema

 

Distribuição das principais explorações de rochas

O subsetor das pedreiras explora uma grande variedade de matérias-primas, Tendo em conta o destino que é dado às rochas, este subsetor divide-se em dois grupos: extração de rochas ornamentais e a extração de rochas industrias.

A distribuição de pedreiras pelo território é irregular e a sua localização faz-se de acordo com os afloramentos rochosos de cada região. Os distritos de Leiria; Évora; Porto; Santarém são os distritos que detêm maior número de pedreiras.

Tipos de Rochas

Tipos Formação Exemplos
Magmáticas ou eruptivas Resulta da solidificação do magma Plutónicas (intrusivas) – Granito, diorito e gabro

Vulcânicas (extrusivas) – basalto e pedra-pome

Sedimentares Resulta da acumulação de sedimentos provenientes da erosão de outras rochas Arenitos, areias, argilas (origina o xisto), conglomerados e calcário
Metamórficas Resultam da alteração de outras rochas, devido a altas pressões e temperaturas Ardósia, xisto (origina a ardósia), quartzito, mármore (resulta do calcário a altas temperaturas.), gnaisse

Intrusivas – solidificam no interior da terra

Extrusivas – Solidificam no exterior da terra

Rochas ornamentais

Rochas ornamentais Local de extração Utilização
Calcário Maciço calcário estremenho e Algarve

·         Pavimentos

·         Calçadas

·         Revestimentos

·         Mobiliários

Granito Norte

Interior Centro

Mármore (metamórfica) Região de Estremoz

Borba de Vila Viçosa (distrito de Évora com 90%) – Sul

 

Rochas Industriais

Rochas industriais Local de extração Utilização
Granito Norte

Interior Centro

Britas;

Alvenaria (construção de pedras)

Calcário Maciço calcário estremenho e Algarve – Orlas Cimento; cal; cerâmica; e agricultura
Areias – mais utilizada para fins industriais Bacia do Tejo e do Sado Construção civil e indústria do vidro
Argilas Distritos do litoral – Orlas Cerâmica e cimento
Exploração de minérios em Portugal
Tipos Exemplos Utilização Principais minas
 

 

 

 

 

Minérios Metálicos

Cobre Indústria elétrica Neves corvo – Alentejo
Estanho Ligas metálicas e soldaduras Neves corvo – Alentejo

Volfrâmio

Fabrico de aço extra duro e de filamentos de lâmpadas elétricas incandescentes Panasqueira
Ferro Indústria siderúrgica e metalúrgica e metalomecânica Não há minas em atividade

Ouro e prata

Joalharia Minas inativas, mas há empresas estrangeiras interessadas
 

 

Minerais não metálicos

Sal-gema

Indústria-química, agroalimentar e rações Matacão, carriço e Campina de Cima (orla meridional e ocidental)
Quartzo e feldspato Indústria cerâmica e de vidro Região Norte e Centro
Talco e Caulino Indústria cerâmica, de papel e de tinta Distrito de Bragança

Entre Viena e Aveiro

 

 

 

Minérios energéticos

Carvão

Energia e indústria química Região centro (urgeiriça) – atualmente não é explorado, pois a qualidade do carvão não é rentável
Urânio Produção de energia nuclear EM Portugal é de fraca qualidade
Petróleo Total dependência do exterior, apesar de terem sido realizadas algumas prospeções no nosso país

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Distribuição de recursos hídricos

No subsetor das águas consideram-se:

  • Águas de nascente
  • Águas minerais
    • Águas minerais naturais
    • Águas minero-industriais

Portugal continental apresenta um subsolo com grande diversidade de águas de nascente e de águas minerais, embora a sua distribuição seja irregular pelo território. Grande parte da exploração encontra-se realizada no Norte e Centro, fato que se verifica devido às características do maciço antigo.

Pela sua composição química, as águas minerais também são exploradas para o termalismo, o que constitui um importante fator de desenvolvimento para as regiões, uma vez que as estâncias termais funcionam como polos de dinamismo económico local.

Classificação da água segundo a temperatura de surgimento
Designação Temperatura
Hipotermal ≤ 25ºC
Mesotermal 25ºC – 35ºC
Termal 35ºC – 45ºC
Hipertermal ≥ 45ºC

Papel do termalismo no desenvolvimento das regiões

O termalismo é visto, tradicionalmente, como uma atividade que tem como principal função o tratamento de doenças.

Atualmente, esta atividade é também vista como potencializadora dos recursos termais das regiões onde ocorre, visto que esta atividade foi alargada para o setor turístico

A estratégia de desenvolvimento das 4 vertentes (tratamento; prevenção; bem-estar e lazer) procura captar mais quantidade de frequentadores, para além dos “termalistas clássicos”. Para isso é necessário por em prática o chamado marketing termal. Portanto, é necessário:

  • Proporcionar um tipo de oferta turística diferente daquelas que podem ser oferecidas por ouros tipos de turismo concorrentes, de forma a atrair determinados segmentos do mercado às estâncias termais
  • Oferecer produtos e serviços de acordo com as estruturas existentes nas estâncias termais e adequadas às características diferenciadoras de cada publico alvo
  • Implementar programas de divulgação e promoção das unidades termais nos mercados nacional e internacional
  • Atuar sobre a vertente da formação profissional
Recursos Endógenos

Recurso da região/ do local/ do interior

Recursos Exógeno

Recurso de outra região/ país/ do exterior

Recursos Endógenos

A nível energético, Portugal apresenta uma grande dependência do exterior, por isso é necessário aumentar a produção através de formas já existentes e desenvolver projetos de modo a aproveitar os recursos abundantes no nosso território.

 

Noções

Energia primária              Recursos energético que se encontra na Natureza (sol, vento, petróleo, gás natural, etc.)

Energia Secundária        Energia disponibilizada aos utilizadores (eletricidade, gás natural, gás butano, etc.)

Energias alternativas ao subsolo

  • Energia Geotérmica – Energia aproveitada através da temperatura, elevada, da água em todo o continente (insular, incluído). Esta é uma fonte rentável de captação de energia porque a temperatura das águas no continente varia entre 20 – 40ºC não excedendo os 80ºC sendo, não só utilizada para fins terapêuticos, mas também para aquecimento doméstico, industrial, agrícola e de algumas infraestruturas. Contudo está limitado a um número restrito de lugares (caudal geotérmico suficiente; baixa salinidade; temperatura da água elevada).
  • Energia hídrica – Inclui eletricidade produzida pelas grandes centrais hidroelétrica

A implementação destes projetos enfrenta vários problemas:

  • Custo elevado na construção de barragens;
  • Clima, em épocas de clima seco, a quantidade de energia produzida diminui
  • Impacto ambiental, não aprovado por nenhum ambientalista

Nos anos de precipitação mais abundante, produz-se 40% da energia elétrica e nos anos mais secos, cerca de 20%

Cerca de 10 novas barragens irão ser construídas

Portugal é o país cm maior percentagem de energia elétrica produzida por via hídrica

  • Biomassa – O único exemplo de produção de energia elétrica a a partir de biomassa (provém de matérias biodegradáveis, produtos e resíduos agrícolas, substâncias florestais e industriais, resíduos industriais e urbanos), situa-se em Mortágua.

Visto que maior parte do território é coberto por floresta (38%) este tipo de captação de energia torna-se fácil.

  • Biogás – Gás combustível composto por 60% de metano e 40% de dióxido de carbono.

Este gás é obtido pela degradação biológica dos resíduos orgânicos, produzidos a partir de várias origens:

Provém dos efluentes (esgotos)

1ª – Aterros sanitários

2ª – Atividade agropecuária

3ª – ETARs

Vantagem

  • Reduz a energia consumida no tratamento dos resíduos

Desvantagens

  • A queima do metano tem um efeito nocivo na atmosfera
  • Representa apenas 3% do consumo de energia nacional

 

  • Energia solar – Energia proveniente do sol, sendo aproveitada através das componentes fotovoltaícas (conversão em energia elétrica) e térmica (conversão em energia térmica).

Este tipo de energia detém a maior potencial no sul do país: Central de Serpa e Central da Amareleja, sendo esta a maior dom Mundo.

Vantagens

  • Baixa manutenção
  • Provoca um impacto social positivo, uma vez que contribui para a criação de emprego
  • Energia eólica

Maior exploração nas áreas do litoral Norte e de maior altitude, devido às condições favoráveis – vento

Obstáculos com que se depara:

  • Aspetos administrativos e burocráticos, necessários à implementação destes projetos
  • Difícil escoamento de energia
  • As áreas de maior potencial eólico situam-se em áreas de difícil acesso devido às fracas redes de acessibilidades
  • Cruzamentos de interesses, sobretudo se estiverem em causa questões ambientais

Provoca o aumento do custo dos projetos pondo em causa a viabilidade dos projetos

  • Energia das ondas

O seu aproveitamento depende de um conjunto de fatores existentes nas áreas costeiras que permitem resolver facilmente os problemas de transporte e de energia para terra e de acesso para a sua manutenção. Em Portugal, a costa ocidental e as ilhas dos açores têm condições favoráveis para a localização de unidades de conversão.

Como entrave à instalação destas mesmas unidades, está a agressividade do meio, o que explica o atraso tecnológico para o aproveitamento da energia das ondas

Razões explicativas entre a produção e o consumo de energia

Devido à ausência de exploração de recursos energéticos do subsolo, em Portugal faz-se exclusivamente a partir de recursos renováveis que estão disponíveis no território continental e insular.

Devido ao desenvolvimento do país, traduzido no crescimento dos diversos setores de atividade económica dos diversos setores de atividade económica e na melhoria da qualidade de vida da população, obriga a gastos de energia cada vez maiores, em que os gastos maiores concentram-se nos locais de maior abundância de população e de atividades económicas.

Visto que a produção de energia é inferior à necessária para satisfazer a população é necessário recorrer ao exterior, importando na maioria petróleo.

Eficiência Energética

Atividade que procura otimizar o uso de fontes de energia; fazer uma utilização racional da energia; usar menos energia para fornecer a mesma quantidade de valor energético.

A eficiência energética engloba a implementação de estratégias e medidas para combater o desperdício de energia ao longo do processo de produção, distribuição e utilização da energia

RECURSOS

RECURSOS

Recursos Naturais – Riquezas disponíveis na Terra que podem ser utilizadas em diversas atividades humanas

Tendo em conta as características dos recursos naturais, este podem ser divididos em:

  • Geológicos ou do subsolo (minérios; rochas; água)
  • Climáticos
  • Hídricos
  • Biológicos

Os recursos naturais, também por ser classificados em:

  • Recursos renováveis ou Recursos não-renováveis, em função do tempo necessário para serem repostos.

Recursos Renováveis

                Recursos que se repõem continuamente na Natureza, por isso, não se esgotam: água; sol; vento; calor interior da Terra…

Recursos não-renováveis

                Recursos que não se repõem na Natureza à mesma velocidade com que são consumidos e por isso podem-se esgotar: carvão; petróleo; gás natural…

Os recursos do subsolo podem ser classificados em:

Minerais Energéticos – Minerais que se destinam à produção de energia (petróleo; carvão; gás natural; urânio)

Minerais Metálicos – Minerais formados por substâncias metálicas (ferro; zinco; ouro; prata; estanho; cobre e tungsténio/volfrâmio)

Minerais não metálicos – Minerais cuja constituição é formada por substância não metálicas (sal gema; quartzo; talco; caulino e feldspato)

Rochas industriais – rochas utilizadas na construção civil (calcário; granito; areias e argilas)

Rochas ornamentais – rochas utilizadas para fins decorativos ( mármore; granito e calcário)

Água

  • Minerais – detêm propriedades terapêuticas
  • Nascente – águas subterrâneas com propriedade, consideradas, próprias para beber
  • Termal – águas subterrâneas cuja temperatura é superior a 20ºC