recursos maritimos

Recursos piscícolas

O peixe é o recurso marítimo mais explorado. Dando assim origem a variadas atividades, tais como:

 

Pesca                                   A atividade piscatória, apesar de se encontrar em decréscimo, continua a deter uma importância bastante significativa nalgumas regiões do litoral português.

Aquicultura       A aquicultura era já praticada pelos romanos e pelos gregos contudo, só a partir da década de 60, a sua atividade foi generalizada, sobretudo nos países mais desenvolvidos.

                               Esta atividade realiza-se, normalmente, em tanques de terra, reaproveitamento muitas vezes dos tanques das antigas salinas (forma arcaica de praticar a aquicultora). Esta pode ser praticada em regime intensivo*, semi-intensivo* e extensivo*.

A nível nacional a aquicultura é maioritariamente praticada em água salgada, à exceção da cultura da truta que é praticada em água doce.

Regime intensivo                            Tipo de regime que se constitui com a existência de um tanque, onde há um controle rigorosa da ração dada.

Tipo de regime mais barato.

Regime semi-intensivo                 Tipo de regime, cuja alimentação pode ser tanto de origem marítima como fornecida pelos aquicultores.

Tipo de regime mais dispendioso.

Regime extensivo                           Tipo de regime, onde os peixes estão cercados, e cuja sua alimentação se baseia nos recursos fornecidos pelo mar.

 

Peixe enlatado, congelado ou salgado

Indústria Conserveira                   A indústria das conservas (sobretudo do atum e da sardinha) foi das atividades mais rentáveis em Portugal. A 1ª fábrica de conservas abriu em Setúbal em 1880.

 

  • Sal

A extração do sal, que em tempos se encontrava presente em tida a costa portuguesa, apresenta-se hoje praticamente restrita ao Algarve, cuja produção no ano de 2002 representou 94% do total, sendo a restante repartida pela ria de Aveiro (3%), o estuário do Mondego (1,6%) e o estuário do Sado (1,4%).

  • Algas

A exploração das algas, que tradicionalmente serviam de fertilizantes agrícolas, pode constituir atualmente uma potencialidade enquanto matéria-prima para a indústria cosmética, farmacêutica, bioquímica, gastronómica, etc.

  • Atividade turística

O turismo em Portugal encontra no litoral um dos seus locais privilegiados. As características climáticas associadas à extensão e beleza da costa portuguesa são fatores atrativos para grande parte dos turistas que escolhem Portugal como destino de férias.

  • Recursos energéticos

 

  • Energia das ondas

Até há pouco tempo era raramente utilizada; o projeto da ilha do Pico foi um bom exemplo, mas já se encontra desativado. Atualmente já se estão a fazer novos projetos para a costa portuguesa.

  • Energia eólica

O vento é uma ótima fonte de energia primária para a produção de eletricidade, apresentando baixos custos. Prevê-se que entre 2005 e 2010, esta fonte de energia se possa comparar à energia produzida a partir de combustíveis fósseis.

As ventoinhas eólicas são colocadas juntas à linha da costa, não exclusivamente, devido a esta ser uma zona ventosa.

 

Potencialidades do Litoral

  • O mar é uma importante via de comunicação, facilitando as torças comerciais;
  • O mar dá um caráter mais suave ao clima;
  • O mar atrai a população. A litoralização em Portugal testemunha a forte atração que o mar exerce.

Tipos de costa

Portugal tem uma extensa linha de costa sujeita a uma importante ação marinha, que modela os seus atuais contornos através de processos de erosão, transporte e acumulação. A ação do mar sobre a linha de costa desencadeia uma modificação constante, originando paisagens litorais variadas. Existem 2 tipos de costa:

Costa de Arriba                Costa Alta; habitualmente escarpada – resulta da abrasão marinha sobre as rochas de grande dureza e resistência (granitos, xistos, calcários, etc).

Costa de Praia                  Costa baixa – resultante da acumulação de areias pelo mar, transportadas ao longo da costa pela corrente de deriva litoral.

 

Nos arquipélagos da Madeira e dos Açores, dada a natureza vulcânica do seu relevo, a dureza das respetivas rochas e o défice de elementos finos transportados pela ribeira, cerca de 98% é de arriba.

A natureza das rochas é considerada o fator principal que determina o tipo de costa, mas existem outros fatores que também influenciam as suas características, designadamente os movimentos das águas do mar (as correntes marítimas; as marés; as ondas; etc), a diversidade dos fundos oceânicos e a ação das águas fluviais junto à foz.