Questões Escolha Múltipla – Tema Agricultura

Questões Escolha Múltipla – Tema Agricultura

  1. As regiões agrárias com a população mais envelhecida são…
    1. Entre Douro e Minho, Região Autónoma dos Açores; Região Autónoma da Madeira;
    2. Algarve, Alentejo; Beira Interior;
    3. Ribatejo e Oeste; Beira Litoral; Trás-os-Montes
    4. Região Autónoma dos Açores; Beira Interior; Beira Litoral.
  2. O envelhecimento da população agrícola resulta, fundamentalmente, da(o)…
    1. imigração para as áreas rurais mais periféricas;
    2. abandono da atividade por parte dos mais jovens;
    3. incentivo à prática da agricultura biológica;
    4. desemprego crescente nos setores II e III.
  3. O envelhecimento da mão de obra agrícola…
    1. traduz-se numa maior capacidade de adaptação a técnicas sustentáveis
    2. Resulta de incentivos financeiros fomentados pela PAC.
    3. reflete-se num maior rendimento e produtividade agrícola.
    4. representa uma menor capacidade de abertura às inovações técnicas e tecnológicas.
  4. O baixo nível de instrução, associado à idade média da população agrícola…
    1. permitiu aumentar a competitividade do setor, devido ao baixo valor dos salários.
    2. não interfere no processo de modernização técnica e tecnológica da agricultura.
    3. constitui um dos maiores entraves à modernização e reestruturação agrícola.
    4. tem conduzido ao aumento da produtividade, pela utilização de técnicas “amigas” do ambiente.
  5. A agricultura biológica caracteriza-se…
    1. pela utilização de métodos e práticas que têm em vista, fundamentalmente, o aumento do rendimento agrícola.
    2. pelo aumento da produção em ambientes artificializados.
    3. pela utilização de fertilizantes orgânicos e a rotação de culturas.
    4. pela produção de culturas a baixos custos.
  6. Portugal apresenta boas condições para a prática da agricultura biológica, pois dispõe de…
    1. mão de obra abundante e pouco qualificada.
    2. solos e águas pouco poluídos.
    3. sistema comercial dos produtos muito organizado e estruturado.
    4. forte tradição neste tipo de práticas agrícolas.
  7. A agricultura biológica tem vindo a ser apoiada pela PAC desde…
    1. 1962.
    2. 1992.
    3. 1997.
    4. 2003.
  8. A agricultura biológica valoriza as áreas rurais, porque…
    1. baixa o preço dos produtos agrícolas e conserva a qualidade das águas
    2. promove o emprego e garante o abastecimento do mercado nacional.
    3. dinamiza a economia local e preserva a biodiversidade.
    4. facilita a certificação dos produtos agrícolas e favorece o êxodo rural.
  9. O aumento do nº de explorações de criação de animais em modo biológico, registado na última década, traduziu-se …
    1. na expansão da área de regadio e na eliminação de doenças, como a gripe das aves.
    2. no alargamento da área de pastagens permanentes e no aumento da estabulação dos animais.
    3. no aumento do consumo de rações e na diminuição do uso de produtos químicos.
    4. na maior oferta de produtos de qualidade e no incremento do pastoreio extensivo.
  10. A diminuição do nº de explorações deve-se, fundamentalmente…
    1. à emigração da mão de obra para países lusófonos.
    2. ao aumento da escolaridade da mão de obra mais jovens.
    3. à introdução progressiva da agricultura biológica.
    4. à baixa rentabilidade económica das explorações de menor dimensão.
  11. A pequena dimensão das explorações agrícolas…
    1. condiciona a mecanização e a introdução de novas tecnologias.
    2. aumenta a rentabilidade e a produtividade agrícolas.
    3. exige o aumento da instrução e da qualificação profissional dos agricultores.
    4. implica o trabalho a tempo inteiro, não permitindo a pluriatividade
  12. A modernização da agricultura portuguesa passa pelo…
    1. recurso ao pousio
    2. aumento do nº de blocos das explorações
    3. aumento dos custos de produção.
    4. incentivo ao associativismo.
  13. As dificuldades estruturais da agricultura portuguesa, para além da estrutura fundiária, prendem-se com…
    1. o elevado nº de sociedades agrícolas.
    2. a pluriatividade levada a cabo pela maior parte dos agricultores.
    3. o envelhecimento dos agricultores.
    4. a elevada qualificação da mão de obra.
  14. O programa comunitário que, no âmbito do Quadro Estratégico Comum para implementar o desenvolvimento rural, a aplicar até 2020, que mais vocacionado está para promover a inclusão social e a redução da pobreza nas áreas rurais é o …
    1. FEADER
    2. FEAMP
    3. PROT
    4. LEADER
  15. O olival classifica-se como uma cultura
    1. permanente
    2. arvense
    3. hortícola
    4. temporária
  16. A agricultura portuguesa ainda apresenta deficiências estruturais como, por exemplo.
    1. a baixa qualificação profissional e a idade avançada dos produtores agrícolas.
    2. a predominância de mão de obra familiar e o baixo custo dos fatores de produção.
    3. a feminização do sector agrícola e a fraca percentagem de mão de obra agrícola a tempo parcial.
    4. a reduzida dimensão económica das explorações e o elevado nº de sociedade agrícolas.
  17. A estratégia de desenvolvimento rural, no quadro da Política Agrícula Comum (PAC) no horizonte 2014-2020, visa a fixação de pequenas e médias empresas em áreas rurais, de modo a…
    1. diminuir a produção de biocombustíveis e a integrar diversos sectores a nível local.
    2. desenvolver a fileira da indústria agroalimentar e a intensificar a produção de leite
    3. incentivar o turismo de massas e a potenciar os produtos de origem florestal.
    4. reduzir a flutuação sazonal do emprego e a desenvolver sectores não agrícolas.
  18. Explique de que forma a Política Agrícola Comum (PAC) contribui para a valorização das áreas rurais, tendo em consideração os seguintes tópicos de orientação:
    1. dinamização da economia local;
    2. gestão dos recursos naturais;
    3. Apresente dois aspetos para cada um dos tópicos de orientação.

 

Abastecimento e consumo de água

Abastecimento e consumo de água

Em Portugal Continental, os maiores consumos e necessidades de água verificam-se nas bacias hidrográficas de maior dimensão, à exceção da do rio Guadiana, mas o fator de diferenciação mais importante é a forte ocupação humana dessas bacias, sobretudo junto ao Litoral.

Em todas a bacias hidrográficas, as necessidades previstas ainda são superiores ao consumo.

Nas áreas rurais, os custos médios por habitante, da instalação das redes de abastecimento são mais elevadas, tornam-se mais difícil á construção de infraestruturas. Por outro lado, no caso do Noroeste de Portugal Continental, a abundância de águas permite o auto abastecimento, através de furos e poços.

As captações de água fazem-se a partir de meios superficiais e subterrâneos.

A maior densidade de captações subterrâneas verifica-se nas orlas Sedimentares Ocidental e Meridional e na Bacia do tejo e do sado.

As captações superficiais localizam-se predominantemente no Maciço Antigo; na Ilha do Porto Santo, existe uma estação de dessalinização das águas do mar para abastecimento para a população da ilha.

Sistemas de abastecimento…

É da responsabilidade dos municípios e da EPAL, atualmente agrupados na AdP – águas de Portugal. Na sequência da proposta do PEAASAR 2000-2006, foram criados numerosos sistemas plurimunicipais para facilitar o desenvolvimento deste setor.

Os sistemas de abastecimentos agrupam-se em:

  • Sistemas em «alta», que respeitam á captação, tratamento e adução da água;
  • Sistemas em «Baixa», que têm a ver com a distribuição e os respetivos ramais da ligação e reservatórios da entrega.

A Política Nacional de Abastecimento de Agua deverá conduzir uma gestão sustentável – maior aproximação entre os custos reais e os preços ao consumidor – e a uma redução da desigualdade das tarifas praticadas.

…E controlo da qualidade da água

A rede das estações de verificação da qualidade da água de superfície permite caracterizar a água relativamente às suas propriedades físicas, químicas e biológicas.

No que respeita às águas subterrâneas, existe uma rede de pontos de observação da quantidade da água, ou seja, dos níveis dos aquíferos, e outra de verificação da sua qualidade.

Armazenamento de água

Tem-se procurado garantir o armazenamento de água doce, através da construção de barragens para diferentes usos. As bacias hidrográficas internacionais destacam-se, não só pelo maior número de albufeiras, como pela sua maior capacidade de armazenamento de água. Com a construção da barragem do Alqueva, a bacia do Guadiana tornou-se no Maior reservatório do país.

Devem ser feitos estudos prévios, um planeamento adequado, em articulação com outras ações de ordenamento do território, e de ser garantida a participação da população no processo de decisão.

As barragens permitem também a transferência de reservas hídricas entre diferentes bacias hidrográficas – transvases. A opção pelos transvases poderá ter implicações negativas como, por exemplo, a redução do escoamento a jusante do transvase e as peras de água devido á maior evaporação e infiltração, se o transporte não se efetuar por condutas fechadas.

Tratar e preservar os recursos hídricos

As redes de drenagem e de tratamento das águas residuais desempenham um papel fundamental na proteção e conservação dos recursos hídricos.

A distribuição regional de investimento em infraestruturas de drenagem e tratamento de águas residuais em «baixa» prevista no PEAASAR tem em conta esta situação de desigualdade.

Outras medidas podem contribuir para a preservação dos recursos hídricos:

  • Regulamentação e fiscalização de efluentes poluidores nos cursos de água e nos solos;
  • A aplicação do princípio «poluidor-pagador»;
  • Incentivo às empresas para a reconversão da sua tecnologia;
  • Corresponsabilização dos diferentes agentes económicos.

Planear para gerir, preservar e potencializar

Plano Nacional da água, que incluiu os planos regionais dos Açores e da Madeira, e dos planos da Bacia hidrográfica é um importante passo em frente no domínio da gestão da água.

Política Nacional da água:

  • Um melhor conhecimento das disponibilidades e potencialidades hídricas;
  • Uma melhor distribuição e utilização da água;
  • A proteção, conservação e requalificação dos recursos hídricos;
  • O estabelecimento de um quadro estável de um relacionamento com Espanha;
  • Uma gestão dos recursos hídricos em articulação com os restantes setores de ordenamento do território.

De acordo com a legislação portuguesa, deverão ser elaborados Planos de ordenamento de albufeiras de águas públicas, que compreendem uma área na qual se entrega o Plano de Água e a zona envolvente de proteção.

 

A gestão planeada e consertada dos recursos hídricos conduzirá a medidas de potencialização como:

  • O aumento da capacidade de aprovisionamento;
  • A organização e rentabilização dos sistemas de abastecimento público.

Turismo em Espaço Rural

Turismo em Espaço Rural

Turismo no espaço rural (TER) – conjunto de atividades e serviços de alojamento e animação em empreendimentos de natureza familiar realizados e prestados a turistas, mediante remuneração, no espaço rural, tem como principal objetivo oferecer aos turistas a oportunidade de conviver com as práticas, as tradições e os valores da sociedade rural, valorizando as particularidades das regiões no que elas têm mais genuíno, desde a paisagem à gastronomia e aos costumes.

 

Aumento da procura de TER devido a:

  • Maior interesse pelo património, pela Natureza e pela sua relação com a saúde;
  • A necessidade de descanso e evasão e a busca de paz e tranquilidade;
  • A valorização da diferença e da oferta turística mais personalizada;
  • O aumento dos tempos de lazer e do nível de instrução e cultural da população;
  • A crescente mobilidade da população e a melhoria das acessibilidades;

 

Turismo no espaço rural:

  • Turismo de habitação: Desenvolve-se em solares, casas apalaçadas ou residências de reconhecido valor arquitetónico, com dimensões adequadas e mobiliário e decoração de qualidade. Caracteriza-se por um serviço de hospedagem de natureza familiar e de elevada qualidade;
  • Turismo rural: Desenvolve-se em casas rústicas particulares, com características arquitetónicas próprias do meio rural em que se inserem. Utilizando materiais da região, o valor etnográfico é mais importante do que o arquitetónico. Têm, geralmente, pequenas dimensões e mobiliários simples e são utilizados como habitação de proprietário, que dinamiza também a estadia dos visitantes;
  • Agroturismo: Caracteriza-se por permitir que os hóspedes observem, aprendam e participem nas atividades das explorações agrícolas, em tarefas como a vindima, apanha de fruta, desfolhada, ordenha, alimentação de animais, fabrico de queijo, vinho e mel;
  • Casas de campo: são consideradas casas de campo as casas rurais e abrigos de montanha onde se preste hospedagem, independentemente de o proprietário nelas residir. Integram-se na arquitetura e ambiente característicos da região, pela sua traça e pelas matérias de construção;
  • Turismo de aldeia: Desenvolve-se empreendimentos que incluem no mínimo cinco casas particulares inseridas em aldeias que mantêm, no seu conjunto, as caraterísticas arquitetónicas e paisagísticas tradicionais da região. Envolvendo toda a aldeia, esta modalidade é uma das que melhor poderá promover a conservação e a valorização do património edificado

 

 

 

Outras formas de turismo rural:

  • Turismo ambiental: é cada vez mais procurado, pela aventura, pelo contacto com a natureza e pela multiplicidade de atividades ao ar livre. As áreas protegidas, localizadas na sua maioria em áreas rurais, são espaços privilegiados para o turismo ambiental;
  • Turismo fluvial: valorizando a importância da água como fonte de lazer, obtém cada vez mais adeptos, que preferem a calma dos espelhos de água do interior ao rebuliço das praias do litoral;
  • Turismo cultural: valoriza o património arqueológico, histórico e etnográfico local;
  • Turismo gustativo e o enoturismo: dinamizam as áreas rurais, aproveitando a grande diversidade e qualidade da gastronomia e dos vinhos regionais;
  • Turismo cinegético: ligado à caça, cria emprego nas atividades de preservação do ambiente, nas zonas de caça turística e associativa;
  • Turismo termal: as termas aproveitam as características específicas das águas subterrâneas e têm sido elementos importantes na dinamização turística de muitas áreas rurais do nosso país;

 

As regiões devem planear e promover as atividades turísticas de uma forma sustentável, evitando problemas que ocorrem noutros locais associados à procura de lucros rápidos, como:

  • O alargamento excessivo das capacidades de alojamento;
  • O subaproveitamento do solo agrícola;
  • A especulação fundiária e mobiliária;
  • A falta de formação profissional;
  • A perda do elemento humano e das relações personalizadas e a massificação das formas de turismo mais acessíveis;
  • A degradação dos recursos naturais;
  • A perturbação dos ecossistemas e a desfiguração da paisagem;

 

A atividade turística nas áreas rurais não deverá ser entendida como uma atividade milagrosa, mas como um complemento em equilíbrio com as atividades tradicionais e inserida num modelo de desenvolvimento integrado;

A maioria dos produtos regionais é obtida através de sistemas de produção extensivos, o que lhes acrescenta e, a juntar a uma imagem regional, contribui para a sua valorização. Tendo em conta a crescente procura de alimentos de qualidade, estes produtos constituem uma importante via para a obtenção de rendimentos suplementares aos das atividades agrícolas que lhes dão origem e para o desenvolvimento rural.

A importância deste tipo de produções foi já reconhecida na UE, que atribuiu proteção especial aos produtos agroalimentares específicos das regiões e de qualidade reconhecida.

A rede urbana

Os critérios de definição de cidade:

Recuando alguns anos, seria fácil distinguir o espaço urbano do espaço rural. Bastava observar os modos de vida da pop e as atividades económicas dominantes para concluir que os contrastes eram abismais.

Hoje em dia, a distinção entre o campo e a cidade nem sempre se revela tarefa fácil, uma vez que a cidade tem crescido desenfreadamente e está a alcançar os limites do campo. Torna-se assim difícil distinguir onde começa um e acaba o outro.

Por estranho que pareça, não há uma definição universal de cidade. Cada pais adopta os seus critérios de definição em função de alguns factores. Os critérios mais usados são:

Critério Demográfico

população absoluta de cada cidade

Densidade populacional

Critério Funcional

O Critério Demográfico

A contagem da pop absoluta é o critério mais adoptado por todos os países, o que não significa que seja o mais correcto.

É normal cada país estabelecer um limiar mínimo de habitantes para considerar a aglomeração de cidade. Os contrastes são enormes, variando de 200 elementos em países com poucos habitantes – como é o caso da Dinamarca – até 40 000 ou mais elementos – como é o exemplo da Coreia do Sul, onde o total de pop absoluta é altíssimo.

É o critério mais simples e cómodo, mas apresenta grandes variações, não sendo possível estabelecer comparações.

A densidade populacional é o critério também usado, visto ser normal na cidade existir um nº de habitantes por km2 muito elevado. No entanto, não é um critério perfeito, pois há aglomerações denominadas de cidade que não apresentam uma densidade populacional elevada. É caso das cidades novas, bem planeadas, como Los Angeles, pr exemplo, que ocupa uma vasta superfície devido a imensos espaços verdes e muitas residências com desenvolvimento horizontal, o que leva a uma baixa densidade populacional.

Por exemplo, o Bangladesh é o país do mundo com maior densidade populacional, caso os Estados Unidos tivessem a densidade populacional identica, toda a população da terra caberia nesse país.

 

O Critério Funcional

Este critério está relacionado com as funções ou actividades desempenhadas na cidade.

Há quem afirme que este é o critério mais correcto e mais bem aceite, pois é o que faz a diferenciação mais justa.

Basta pensar que, na cidade as principais funções estão ligadas aos sectores secundário e terciário, nomeadamente à produção industrial ao comércio e a outros serviços; ensino, cultura, saúde, administração, entre outros.

No entanto, este critério também apresente algumas insuficiências . Existem pequenas cidades limítrofes de grandes cidades cujos habitantes não exercem a sua actividade no local de resid~encia, mas sim na grande cidade, deste modo, este critério não funciona. Por outro lado, existem lugares que se desenvolvem à volta de uma área industrial e cujos habitantes se dedicam ao sector secundário, mas são locais tão pequenos em termos de habitantes que não poderão ser considerados cidades.

O ideal será então a junção do critério demográfico com o critério funcional. Desta forma, além da população de uma cidade se dedicar ao sector secundário ou terciário, estas aglomerações também deverão obedecer a um nº mínimo de habitantes (relacionado com o grau de desenvolvimento do pais e da pop total).

A evolução do critério de definição de cidade em Portugal:

Em Portugal, o critério de definição de cidade tem vindo a sofrer alterações ao longo dos anos.

Até 1960, o título de cidade era atribuído pelo governo ou monarquia como recompensa de serviços prestados ou por questões defensivas. Noutros casos, as povoações ligadas a uma importante função religiosa eram promovidas à categoria de cidade. Todas esta nomeações foram mantidas apesar de algumas, na atualidade, não revelarem a maioria dos requisitos, havendo mesmo já algumas aldeias no país com mais população.

Depois do censo de 1960, foi necessário alterar este critério. O INE passou a definir centro urbano como o lugar que tivesse mais de 10.000 habitantes ou que fosse capital de distrito, mesmo que não atingisse esse limiar.

No censo de 1981, a designação de centro urbano foi usada para as aglomerações que apresentassem mais de 5000 habitantes.

Localização dos aglomerados urbanos

Existem grandes assimetrias relativamente à distribuição das cidades portuguesas. Em todos os campos de análise, é visível o contraste entre o Norte e o Sul e entre o Litoral e o Interior. Neste sentido, as cidades não fogem à regra.

O nº de cidades tem vindo a aumentar consideravelmente. No sec. XIX existiam poucas cidades, somente oito, mas no final do sec. XX este nº atinge já as 110 cidades, incluído as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores.

Foi principalmente depois da década de 70 que o nº de cidades aumentou, quase triplicando dessa altura – com 39 cidades – para a atualidade – com 110 cidades.

É visível o fenómeno de litoralização e de bipolarização, uma vez que é na faixa litoral, que vai de Viana do Castelo até Setubal e nas 2 áreas metropolitanas de Lisboa e Porto onde ocorre a grande concentração de cidades.

No que respeita à dimensão das cidades, é igualmente na faixa litoral que aparecem as maiores cidades portuguesas, nomeadamente Lisboa, Porto, Amadora, Coimbra, Braga, etc.

A taxa de urbanização em Portugal

A taxa de urbanização é a percentagem de população que vive nas cidades em relação à população total do território.

Sem título

Taxa de urbanização

Se, em 1960 a taxa de urbanização rondava os 22%, na actualidade ainda não atingiu os 40%. Portugal é dos países da EU com menor taxa de urbanização, apresentando uma grande disparidade, nomeadamente quando comparado com os valores da Bélgica, onde praticamente toda a pop vive em cidades.

links relacionados

http://imooc.uab.pt/blog/view/14409/a-urbanizacao-em-portugal

Quadro 1 – Cidades com mais de 1 milhão de habitantes

  1900 1950 1990
Cidades com > 1 000 000 habitantes 17 85 294
Pop. Cidades com > 1 000 000 habitantes (milhões) 35,13 218,39 869,27
Dimensão média cidades com > 1 000 000 habitantes (milhões) 2,07 2,57 2,96
% pop. mundial 2,1 8,8 16,6
% pop. urbana mundial 14,3 31,3 39,1
População Mundial (milhões) 1 638 2 492 5 244

Fonte: Moriconi- Ebrard, 1993, Anexo A

Portugal, continua a sofrer o fenómeno de êxodo rural. Uma vez que a atração pela cidade é algo ainda fascinante para uma grande parte da pop. rural. Fenómeno este que é inverso ao verificado em alguns dos países da EU, onde se começa a registar um êxodo urbano, com as pop a preferirem  viver junto ao campo.

A Rede Urbana

A rede urbana nacional caracteriza-se por um acentuado desequilíbrio:

  • Na dimensão demográfica.
  • Na repartição espacial.
  • No nível das funções oferecidas pelos centros urbanos.

A excessiva concentração das populações e das actividades económicas nas grandes aglomerações económicas leva a uma saturação do espaço urbano.

O conjunto de cidades e suas periferias, integradas num dado território, que estabelecem entre si relações de ordem hierárquica de dependência ou complementaridade, constitui uma rede urbana ou sistema urbano.

Factores da expansão urbana

Crescimento demográfico que associado ao elevado custo da habitação na cidade leva á procura de nova áreas residenciais nos subúrbios;

As características da rede urbana

Para caracterizar uma rede urbana, é habitual ter em conta:

  • A distribuição espacial.
  • A dimensão das cidades.
  • A importância das cidades

Uma rede urbana é tanto mais equilibrada quanto menores forem os contrastes nestes três aspectos.

No território Continental:

Existe uma forte concentração urbana na faixa litoral entre Viana do Castelo e Setúbal, localizando-se aí o maior número de cidades, e também as maiores aglomerações urbanas (GAMP e GAML).

No litoral algarvio existe um conjunto considerável de cidades, cujo dinamismo se deve, em grande parte ao turismo.

No interior, as cidades são em menor número e, na sua maioria, de pequena dimensão. No entanto, tem-se assistido a um certo crescimento demográfico de muitos desses centros urbanos, que atraem a população das áreas rurais envolventes (efeito aspirador).

Portugal tem uma rede urbana macrocéfala , isto é, de estrutura politica e económica centralizada , as respetivas redes urbanas são dominadas por uma grande metrópole que monopoliza a vida económica, cultural e social.

No entanto , também é bicéfala porque possui duas grandes metrópoles que ocupam o topo da hierarquia e repartem entre si as funções de nível superior(Lisboa e Porto)

A área de influência urbana

Independentemente do seu tamanho, das suas funções ou mesmo da sua localização, a cidade não é um órgão que funciona sozinho. Ela estabelece relações muito estreitas e intensas com o espaço rural envolvente e vice versa. Desta forma, a cidade é a principal compradora de produtos do campo, mas é também a principal fornecedora de bens/ serviços.

Os bens (produtos e serviços) obtidos num lugar central designam-se por bens centrais. As pop. precisam de se deslocar a esse lugar para adquiri-los, sendo estes fornecidos pelo comércio e pelos serviços, ou seja pelas funções centrais.

Existem no entanto, bens que se encontram distribuidos pelas áreas circundantes, como sejam, por exemplo, a distribuição ao domicílio de água, gás, telefone, electricidade, correio,etc. Este denominam-se bens dispersos.

Quanto maior for a distância até um lugar central mais dificilmente se adquirem os bens/serviços fornecidos por este lugar, uma vez que o tempo gasto no percurso e o custo dos transportes aumentam passando a pop a adquiri-los noutro lugar mais próximo.

Desta forma, a partir de determinada distância do lugar central, deixa de haver procura desses bens, passando a pop a procurar uma área mais acessível (raio de eficiência).

No caso dos bens vulgares, o raio de eficiência, o raio de eficiência é muito pequeno (entre 2 e 5 km), pois estes estão ligados a funções vulgares e de utilização diária. No entanto, já no caso dos bens raros, o raio de eficiência é mais elevado, chegando mesmo este bens a existir só nas grandes cidades, o que provoca uma área de influência muito grande.

A extensão e a forma da área de influência de um lugar central dependem de alguns factores:

1 – Acessibilidade dos lugares: Está associada ao relevo de uma região pois a construção de vias de comunicação e o desenvolvimento dos transportes estão interligados. Este factor reduz ou aumenta o acesso a um determinado lugar central.

A extensão e a forma da área de influência de um lugar central dependem de alguns fatores:

2 – Funções centrais:  exercidas por esse lugar. Surgem as funções raras, associadas a grandes áreas de influência (ex: Universidades), e as funções vulgares, ligadas a pequenas áreas de influência (ex: escolas primárias)

Para além da área mínima, existe uma área onde ocorre atracão por essa função central estando os consumidores dispostos a deslocar-se a esse lugar central para adquirir o bem/serviço é o limiar máximo de mercado. Para além desta área, os custos dos transportes e o tempo de deslocação serão demasiado elevados, o que não compensa. Isto leva a pop a procurar outro lugar central mais próximo.

Relacione o nível hierárquico das cidades com as funções exercidas.

Cada cidade contém uma área de influência – sobre as quais a cidade exerce a sua ação, fornecendo bens, serviços e emprego e atraindo a população. E sendo a cidade um lugar central – oferece bens e serviços à sua área de influência, tendo capacidade de atrair população – que oferece bens centrais – só podem ser adquiridos em determinados locais. Assim, as atividades que fornecem os bens centrais desempenham funções centrais.

A importância dos lugares centrais, bem como a extensão das suas áreas de influência, depende dos bens e funções que oferecem e da maior ou menor acessibilidade. As funções de nível superior, correspondentes à oferta de funções especializadas e bens raros, comum hospital central, existem num menor número de centros urbanos, e têm maior área de influência, enquanto as de nível inferior, mais frequentes, por exemplo um minimercado, existem num grande número de lugares e, por isso, têm menor área de influência.

< Área de influência à < Número de funções exercidas

> Área de influência à > Número de funções exercidas

 

Equacionar medidas conducentes ao equilíbrio da rede urbana – o papel das cidades médias.

A forte polarização em torno das duas maiores cidades do País e a tendência para a urbanização difusa em algumas regiões são, simultaneamente, causa e efeito do desequilíbrio da rede urbana portuguesa.

As cidades são cada vez mais os centros organizadores e dinamizadores do território, pelo que se torna indispensável a reorganização e consolidação da rede urbana, na perspetiva de um desenvolvimento equilibrado do território nacional. O contributo das cidades com uma dimensão média é fundamental para criar dinamismo económico e social, proporcionando as vantagens das economias de aglomeração ( ver à obj.16), atraindo atividades económicas e criando condições para a fixação populacional.

Os centros urbanos de média dimensão poderão desempenhar um papel fundamental na redução das assimetrias territoriais e assim há que requalificar e reforçar a competitividade destas áreas.

Têm também importância a nível da redistribuição da população e das atividades, oferecendo maior diversidade e postos de trabalho. É necessário também promover o investimento em atividades económicas que valorizem as potencialidades regionais e aproveitem os recursos endógenos, mas também em equipamentos e infraestruturas que garantam qualidade vida.

Funções das cidades

Função comercial – É talvez a função urbana por excelência. Muitas das cidades atuais com esta função, têm a sua origem na Idade Média, onde em certas localidades se realizavam feiras, que foram adquirindo importância e levaram à fixação de populações, que foram aumentando, até se tornarem em centros urbanos com importância (ex. Frankfurt, Bruxelas). Se essas primeiras cidades comerciais surgiram em locais que reuniam condições naturais para as trocas de produtos (cruzamento de caminhos, portos de litoral e fluviais), hoje, essas condições bem como os modernos aeroportos e locais específicos de transporte rodoviário e ferroviário, continuam a proporcionar condições para as trocas comerciais. Alguns exemplos: Marselha, Amesterdão, Colónia, Detroit, Dakar, Montreal.

Função financeira – De grande importância na vida moderna, consiste na centralização em determinadas cidades, das atividades que movimentam grandes somas de dinheiro, tais como a banca, os seguros, as Bolsas de Valores (Chicago, Nova Iorque, Paris, Tóquio, Berna, Zurique…)

Função de defesa (militar) – A maior parte destas cidades surgiu também na Idade Média, com as cidade-fortaleza, construídas preferencialmente no cimo de elevações, onde era edificado um castelo e rodeado por muralhas. Muitas das atuais cidades derivam deste fator: Bragança, Leiria, Roma, Toledo, Almeida, Elvas….

Função cultural – Esta função relaciona-se com a edificação (também remontando à Idade Média) de universidades, conventos ou abadias, pois era o clero (naquela época) que detinha a literacia. Atualmente, para além de locais com famosas universidades, há ainda a acrescentar a cidades com esta função, locais de investigação e centros de estudo: Coimbra, Oxford, Cambridge, Salamanca.

Função religiosa – Surgiram em locais de “aparições”, de importantes mosteiros, catedrais, etc… Estes locais são considerados importantes centros de fé e atraem milhares de peregrinos (gerando assim enormes receitas a outros serviços – alimentares, alojamento, comerciais, etc..). São exemplos cidades como, Fátima, Meca, Vaticano, Santiago de Compostela, Jerusalém, Lourdes…

Função turística (lazer) – Engloba todas as cidades que reúnam boas condições climáticas quer para atividades de Verão, quer para atividades de desportos de Inverno, locais propícios ao divertimento e ainda locais termais. Côte D’Azur, “algarve”, Saint Moritz, Nice, Monte Carlo, Las Vegas,

Assim, para existir um sistema urbano, é necessário que se estabeleçam ligações funcionais permanentes entre os centros urbanos, quer seja através de laços de dependência quer seja em complementaridade. Estas relações podem também existir entre os centros urbanos e as suas áreas de influência

Tipos de redes urbanas

1 – Redes monocêntricas (macrocéfalas) – encontram-se em países que são liderados por uma grande metrópole, que controla a vida económica, cultural e social. São características dos países menos desenvolvidos.

2 – Redes bipolares (bicéfalas) – encontram-se em países que apresentam duas grandes metrópoles, dividindo entre si as funções superiores (política e económica). Alguns países da Europa como Espanha,Itália e Portugal são exemplos desta rede.

3 – Redes multipolares: encontram-se em países com várias metrópoles.

Portugal apresenta uma rede urbana bicéfala mas incompleta.

Lisboa e Porto, as duas cidades do país mais populosas e as que concentram maior nº de funções centrais, aparecem num nível superior, com áreas de influência enormíssimas, chegando mesmo à escala nacional.

Contrastes no povoamento

Vantagens e limitações da concentração e da dispersão

As empresas que se localizam nos centros urbanos ou periferia, tiram naturalmente, enormes vantagens quando a área está perfeitamente dotada de distribuição domiciliária de agua, energia rede de esgotos telecomunicações e de transportes, assim como de equipamentos sociais imprescindíveis para atrair a população.

No caso de Portugal, as nossas 2 grandes cidades, Lisboa e Porto são as áreas do país que revelam maior nº de infra-estruturas, equipamentos sociais e actividades económicas. No entanto, é preciso ter presente que estes serviços têm custos altissimos de manutenção, principalmente no que toca aos serviços públicos, sendo necessário um plano bem delineado.

Papel dos Centros de Média dimensão no atenuar dos desequilíbrios

Portugal apresenta uma rede urbana muito desequilibrada tendo em conta a dimensão das cidades. Falta-nos cidades de média dimensão que comportem entre 100 a 250 mil habitantes e funcionem como pólos dinamizadores das regiões onde se inserem. O desenvolvimento de cidades médias impede simultaneamente o despovoamento das áreas rurais do interior e a demasiada concentração dos grandes centros urbanos.

Problemas urbanos

Saturação das infra-estruturas

Degradação dos edifícios

Envelhecimento demográfico

Problemas sociais

Pressão ambiental

Dum modo geral, quanto mais antiga e maior for uma cidade, mais diversificados e mais complexos vão ser os problemas que se refletem direta ou indiretamente nas populações urbanas, afetando-as física e psicologicamente. Eles (os problemas) são tantos que é sempre muito difícil fazer uma abordagem, por mais simples quase seja, de todos eles, com a agravante de que quase todos os problemas estão interligados. Vejamos os mais vulgares:

Abastecimentos – As cidades são centros de consumo por excelência e no seu interior pouco se produz, pelo que a maioria dos bens e produtos têm de vir do exterior e chegar aos centros consumidores a “tempo e horas”. Dito por outras palavras, todos nós gostamos de comprar produtos frescos, mas estes não são produzidos nas cidades, pelo que se torna necessário criar condições para que eles cheguem atempadamente aos locais de venda, sem que, por exemplo, fiquem “presos” no trânsito urbano. Convém ter presente que na questão dos abastecimentos, não estão apenas os produtos alimentares (tais como leite, frutas, legumes, peixe, etc…), mas também água potável e energia.

Infraestruturas – Com o crescente aumento das populações urbanas, as infraestruturas construídas rapidamente ficam ultrapassadas e sem meios de satisfazer as necessidades urbanas. Consideram-se nestas infraestruturas as redes de abastecimento de água e eletricidade, as redes de escoamento de águas (esgotos), os cabos de comunicações, e até a dimensão das vias de comunicação (estradas). A maior parte destas estruturas foi feita para servirem um determinado número de habitantes que, rapidamente é ultrapassado. Deste modo, surgem com alguma frequência cortes de eletricidade, falta de pressão nos canos de água, dificuldades em fazer chamadas telefónicas, e canos de esgoto que rompem, pois não aguentam a pressão elevada de água que neles circula. Como consequência, assiste-se cada vez mais a obras de beneficiação destas infraestruturas, de modo a podê-las ter a funcionar corretamente, para um cada vez mais elevado número de habitantes citadinos.

Espaços verdes – O crescimento das cidades leva à destruição de vegetação para poder haver espaço para a construção de variados edifícios e vias de comunicação. Como tal, começam a existir cada vez menos espaços verde nas cidades e, eles, são um bem muito precioso, pois além de ajudarem a renovar e purificar o ar, são igualmente áreas de descanso e lazer.

Equipamentos urbanos – Neste caso estão incluídos creches, hospitais, lares de idosos, escolas…. e as situações problemáticas são completamente opostas: ou há cidades que têm falta deles, ou há excesso de pessoas para os mesmos. Por exemplo, devido (em parte) à diminuição da natalidade, há muitas escolas que são forçadas (por razões económicas) a encerrar, forçando os (poucos) alunos que as frequentavam a irem para outras escolas, só que esta situação vai originar estudantes a mais nas escolas para onde são obrigados a ir.

Doenças – A vida para um citadino não é muito folgada. dum modo geral poder-se-á dizer que ele é um escravo do relógio… sempre a tentar cumprir horários, sempre a tentar chegar a horas para apanhar um determinado meio de transporte…. as situações de nervosismo e ansiedade que se vivem no trânsito das cidades (principalmente em horas de ponta), levam imensas vezes a situações de saturação e de stress. Isto pode ser o suficiente para originar outro tipo de doenças. A vida demasiado agitada também provoca, inúmeras vezes, a que haja falta de tempo para preparar refeições adequadas, ou mesmo para saborear e digerir convenientemente as refeições. Deste modo, muitos habitantes urbanos optam por refeições pouco saudáveis, pouco adequadas (em nutrientes) e, principalmente, que sejam rápidas (quer no tempo de espera das mesmas, quer no consumo)… entrou-se na era das fast food. A má alimentação, o pouco exercício físico e a saturação, o stress e ansiedade, podem ser as causas mais prováveis de doenças cardiovasculares, obesidade, esgotamentos. Algumas formas de poluição, como a atmosférica e a sonora, também podem conduzir a doenças respiratórias (como a asma) e a perturbações psíquicas.

Estratégias para valorizar a qualidade de vida nas cidades

Revitalizar as cidades

Humanizar os espaços de vivência

Explicar o processo de formação das áreas metropolitanas.

O processo de suburbanização, no nosso País, ocorreu sobretudo no Litoral, tendo sido particularmente importante nas áreas de Lisboa e do Porto .A expansão destas áreas urbanas envolveu algumas cidades próximas e um grande número de aglomerados populacionais. A instalação de atividades económicas gerou emprego, diminuindo a dependência face à grande cidade e intensificando relações de interdependência e complementaridade, que passaram a ser cada vez mais complexas, estabelecendo-se também entre as diferentes áreas suburbanas.

Assim as áreas metropolitanas têm por características :

  • Grande concentração demográfica
  • População jovem
  • População instruída e qualificada

Predomínio do setor III

Identificar os principais efeitos polarizadores das Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto, a nível nacional e regional.

As AM têm por características :

  • Elevado potencial polarizador do território porque atrai população e emprego
  • Uma rede de transportes densa e eficaz, onde se realizam intensos fluxos de pessoas e bens
  • A sua grande expressividade dos movimentos pendulares
  • Perda demográfica das áreas mais centrais a favor dos subúrbios
  • Descentralização de atividades ligadas ao setor secundário e terciário
  • Presença de grande dinamismo demográfico no entanto tem-se presenciado uma perda demográfica nos municípios centrais.
  • São pólos dinamizadores da economia

 

Assim, as AMP e AML acabam por concentrar em si um grande número de serviços e de vantagens o que atrai a população não só pelo seu dinamismo económico e demográfico mas também pelas infraestruturas de que dispõe e é nestas zonas que podemos encontrar bens raros. Deste modo, estas duas principais áreas metropolitanas acabam por ter a efeitos polarizadores a nível nacional e regional.

. Diferenciar a AML da AMP.

  1. A AMP têm maior densidade populacional do que AML
  2. A AML é um pólo dinamizador da economia e AMP , apesar de o ser também não têm tanta relevância a nível nacional em comparação com a AML
  3. A AML concentra parte significativa dos recursos da estrutura económica do país que se exprimem na proporção de emprego, produtividade, na geração de valor acrescentado, na capacidade de atrair investimento estrangeiro.
  4. As indústrias que predominam no Norte são de bens de consumo , muitas vezes de caráter familiar e são pouco exigentes em termos de qualificação profissional e de tecnologias e Lisboa as indústrias têm muita qualificação e são muito tecnológicas

 

Distinguir o perfil da industrialização da AML e da AMP.

O dinamismo económico das áreas metropolitanas deve-se, em parte, à atividade industrial que, nestas duas grandes aglomerações urbanas, beneficia de algumas vantagens:

  • A complementaridade entre diferentes ramos industriais;
  • A existência de infraestruturas e serviços diversos;
  • A disponibilidade de mão de obra, tanto pouco qualificada como especializada;
  • A acessibilidade aos mercados nacional e internacional.

No entanto ,  o perfil da industrialização da AML e da AMP têm diferenças.

  • A AML tem maior proporção de emprego
  • A AML tem maior número de sedes de sociedades de indústria transformadora
  • A AML tem maior proporção de estabelecimentos da indústria transformadora em bens de equipamento
  • A AML tem maior volume de negócio das sociedades da indústria transformadora
  • A AML tem maior numero de pessoal ao serviço da industria transformadora

. Analisar o caráter da indústria transformadora e especialização regional do nosso país.

A distribuição espacial da indústria transformadora apresenta fortes contrastres em Portugal que se devem , em parte , a fatores demográficos e económicos.

Existe um grande contraste interior/Litoral e pela grande concentração em torno da AMP e AML.

O emprego industrial assume uma proporção no Norte e posteriormente o Centro mas relativamente ao volume de negócios , é claramente superior em Lisboa. Estas diferenças relacionam-se , fundamentalmente, com as características do tecido da industrial das diversas regiões. São indústrias intensivas em tecnologia e menos em mão de obra aquelas que produzem maior volume de negócios.

Para além da concentração , a indústria transformadora caracteriza-se também por alguma especialização.

  • A indústria têxtil está mais concentrada a Norte
  • A indústria alimentar tente a concentrar-se nas maiores aglomerações urbanas
  • As indústrias ligadas à exploração de recursos endógenos apresentam localizações preferenciais

Esta distribuição da industria induz desigualdades na repartição espacial de outros ramos de atividade que se lhes associam, contribuindo para as assimetrias de desenvolvimento. Daí a importância de implementar estratégias de descentralização da indústria como :

  • Fornecimento de incentivos à industria a regiões menos favorecidas
  • O desenvolvimento das acessibilidades

Avaliar os principais aspetos (pontos fracos/pontos fracos) da AMP e AML.

 

A AMP tem como :

Pontos fracos:

  • Forte exposição da estrutura económica à concorrência internacional pelo predomínio de atividades de baixa intensidade tecnológica e competitividade baseada na mão de obra abundante
  • Carência de serviços especializados de apoio às empresas face ao peso económico e industrial da região
  • Problemas ambientais resultantes de deficiências nos domínios do abastecimento de água e tratamento de efluentes.
  • Problemas de mobilidade no centro do Porto e nos principais acessos à cidade.
  • Degradação física e exclusão social nos centros históricos.

Pontos fortes:

  • Grande dinâmica demográfica com uma estrutura etária jovem.
  • Forte dinamismo industrial.
  • Afirmação e inserção num espaço de cooperação e interdependência com a Galiza.
  • Rede densa de instituições de ensino superior e de infraestruturas tecnológicas capazes de suportar o desenvolvimento de atividades mais intensivas em conhecimento.
  • Valioso património cultural com marcas de prestígio (Porto ­ património mundial, vinho do Porto, Douro).
  • Boa acessibilidade às rotas internacionais.

A AML tem como :

Pontos fracos:

  • Problemas ambientais resultantes da forte pressão imobiliária/turística na ocupação do solo emáreas de grande valia ambiental e agrícola.
  • Problemas de mobilidade, congestionamento e poluição, resultantes da forte utilização do automóvel privado.
  • Presença de bairros problemáticos associada à crescente separação espacial resultante da diversidade social e étnica.
  • Abandono dos centros históricos, sobretudo no núcleo central.
  • Alguma debilidade na afirmação internacional.

Pontos fortes:

  • Presença de setores económicos que apresentam um potencial competitivo internacional e/ou vocação exportadora.
  • Concentração de infraestruturas de conhecimento e de recursos humanos qualificados.
  • Condições naturais favoráveis à atração internacional de atividades, eventos e movimentos turísticos.
  • Integra as principais infraestruturas de transportes e de comunicações de articulação internacional.
  • Património cultural valioso.
  • Boa acessibilidade às rotas internacionais.

Equacionar os principais problemas urbanísticos e ambientais.

De facto , as cidades dão muita autoestima aos habitantes e impulsiona o desenvolvimento das regiões periféricas no entanto é necessário reconhecer os problemas urbanos para corrigi-los.

Há vários problemas urbanos ambientais entre eles os resíduos solos urbanos, a poluição sonora, a poluição atmosférico , a poluição liquida ( os efluentes domésticos) , a falta de espaços verdes  a impermeabilização (?) e a construção em leitos de cheia. Por outro lado há alguns problemas sociais como o desemprego, a pobreza, a criminalidade, a exclusão social , a toxicodependência , a prostituição , a insegurança , o envelhecimento e o stress.

Discutir medidas de recuperação da qualidade de vida urbana.

  • Valorização das cidades nas políticas de ordenamento territorial e desenvolvimento regional e local
  • Integração dos PDM no maior número de áreas urbanas possíveis
  • Criação de planeamentos, programas e iniciativas comunitárias, que se promovam a valorização das cidades.
  • Revitalizar os centros das cidades
  • Dinamizar o tecido económico e social das áreas urbanas
  • Criação de condições para fixação de população jovem
  • Intervir nas áreas degradadas
  • Melhorar as condições físicas do património edificado
  • Alteração funcional de edifícios ou espaços
  • Recuperar, transformar e revalorizar a paisagem das cidades portuguesas
  • Construção de áreas mais modernas e atrativas (zonas de lazer e não só)
  • Optar pelo planeamento urbanístico
  • Atração de população
  • Criação de cidades no sentido sustentável ambientalmente
  • Promover cidades dotadas de infraestruturas científicas e tecnológicas
  • Dispor bens e serviços de comunicação digital que fomentem a sua utilização para fins comerciais, escolares, culturais, lúdicos e de participação cívica
  • Construção de cidades que promovam a requalificação urbana garantido a coexistência de diferentes estilos de espaços urbanos

POLIS – competitividade | atratividade
As cidades polis devem ser:

cidades verdes – caminham no sentido da sustentabilidade ambiental

cidades do conhecimento/ entretenimento – cidades dotadas de infraestruturas científicas e tecnológicas, de espaços culturais e de aprendizagem artísitca e de diversão.

cidades digitais – cidades que dispõem de bons serviços de comunicação digital, que fomentem a sua utilização para fins comerciais, escolares, culturais, lúdicos, participação cívica

  • cidades intergeracionais – cidades que promovem a requalificação urbana garantindo a coexistência de diferentes estilos de vida no espaço urbano.

Analisar a repartição espacial das cidades portuguesas.

A rede urbana nacional evidencia um forte desiquilibrio , já que apresenta:

  • Um grande número de cidades de pequena dimensão
  • Um número reduzido de cidades de média dimensão
  • Duas cidades de maior dimensão mas com uma diferença significativa entre si

Além das diferenças na dimensão demográfica das cidades, existem contrastes na sua repartição geográfica, outro aspeto que evidencia o desequilíbrio da rede urbana

No território continental, existe uma forte concentração urbana na faixa litoral entre Setúbal e Viana do Castelo, localizando-se aí não só o maior número de cidades, mas também as maiores aglomerações urbanas, com destaque para as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto.

No litoral algarvio, existe um conjunto considerável de cidades, cujo dinamismo se deve, em grande parte, ao turismo.

No Interior, as cidades são em menor número e, na sua maioria, de pequena dimensão.

No entanto, tem-se assistido a um certo crescimento demográfico de muitos desses centros urbanos, que atraem a população das áreas rurais envolventes.

Os contrastes na repartição geográfica das cidades estão relacionados com o processo de litoralização, que continua a contribuir para a maior concentração de população e atividades económicas no Litoral.

Nas regiões autónomas, as cidades cresceram a partir de portos marítimos, localizando-se todas junto à costa.

Avaliar os desequilíbrios da rede urbana em Portugal.

 

O acentuado desequilíbrio da rede urbana portuguesa evidencia-se:

  1. Pela dimensão dos centros urbanos ­ predomínio cidades pequenas, fraca representatividade das cidades de média dimensão e dois grandes centros urbanos: Lisboa e Porto;
  2. Pela repartição geográfica ­ forte concentração urbana no Litoral, onde sobressaem as áreas metropolitanas;
  3. Pelo nível de funções ­ predomínio das funções de nível superior e das restantes funções urbanas nas principais áreas urbanas do Litoral, com destaque para Lisboa e Porto.

E este desequilíbrio tem por consequências:

  1. A redução da capacidade de inserção das economias regionais na economia nacional;
  2. A limitação das relações de complementaridade entre os diferentes centros urbanos e, como tal, do dinamismo económico e social;
  3. A limitação da competitividade nacional no contexto europeu e mundial, pela perda de sinergias que uma rede urbana equilibrada proporciona.

 

Questões saídas em Exame agrícola

Questões saídas em Exame agrícola

1.O clima é um dos factores naturais que, em Portugal, mais condiciona a agricultura porque:

a) A estação mais quente coincide com o período do ano de maior humidade e precipitação;

b) As baixas temperaturas que se registam no Inverno afectam o desenvolvimento das culturas temporárias

c) A precipitação se distribui de forma muito irregular no tempo e no espaço

d) Só permite a prática do sistema de cultura de sequeiro

2.Os solos:

a) Apresentam, regra geral, fraca aptidão para a actividade agrícola;

b) Que melhor se adequam à prática agrícola encontram-se, frequentemente, por cultivar.

c) Estão, geralmente, ocupados com culturas bem adequadas às suas características.

d) São, na maior parte dos casos, férteis e profundos, como são exemplo os da região agrária do Alentejo.

3.Os minifúndios:

1.Diminuem a necessidade de mecanização;

2.Obrigam, regra geral, à prática de um sistema mono cultural.

3.Registam, quase sempre, um rendimento agrícola elevado.

4.Constituem um entrave ao desenvolvimento de uma agricultura voltada para o mercado.

4. Um dos factores que mais impede o desenvolvimento do sector agrícola é a(o):

1.Diminuição do nº de agricultores em actividade;

2.Resistência à inovação manifestada pelo grupo etário dominante entre os produtores.

3.Excessiva dispersão e diversificação dos sistemas de distribuição e comercialização da produção.

4.Elevado nº de jovens sem qualificação profissional empregue no sector.

5.Os problemas detectados no sector agrícola podem ser resolvidos através do(a):

1.Rejuvenescimento da mão-de-obra, na sequência da implementação de reformas antecipadas;

2.Concretização de programas de alfabetização incidindo no grupo de produtores mais idosos.

3.Valorização de técnicas artesanais que permitam uma prática agrícola “amiga” do ambiente.

4.Desmantelamento das cooperativas e da promoção de iniciativas individuais.

Uma das regiões que mais mão-de-obra emprega na agricultura é:

–Açores;

–Beira Interior;

–Entre Douro e Minho;

–Algarve;

A análise, por região agrária, da estrutura etária dos produtores releva que:

–A mão-de-obra empregue na agricultura é predominantemente jovem, em todo o país;

–O arquipélago dos Açores é a região que maior percentagem de adultos, entre os 45 e os 64 anos, emprega;

–No Algarve, 50% da mão-de-obra empregue na agricultura tem 65 ou mais anos.

–No Ribatejo e Oeste o grupo etário menos representado entre a população activa a trabalhar no sector agrícola é o de 45 a 64 anos.

Explique a importância de que se reveste o turismo para o desenvolvimento da região transmontana.

Descreva a importância de que se reveste o sector florestal para a economia nacional.

Indique duas causas de ordem natural que expliquem a vulnerabilidade da floresta portuguesa à ocorrência de incêndios.

Descreva as modificações ocorridas no mundo rural ao nível da ocupação humana e do enquadramento económico que tenha contribuído para a intensificação dos incêndios florestais.

Equacione os principais problemas que decorrem do aumento dos fogos florestais.

O baixo nível de instrução e de qualificação dos agricultores portugueses:

–Permitiu aumentar a competitividade do sector devido aos baixos custos da mão-de-obra;

–Não interfere no processo de modernização técnica e tecnológica da agricultura

–Constitui um factor que condiciona a reestruturação do sector

–Tem conduzido ao aumento da produtividade pela utilização de técnicas “amigas” do ambiente.

A Eutrofização que ocorre em alguns sectores de muitos rios portugueses pode ser bastante reduzida se a montante desses sectores se praticar uma agricultura…

–Biológica

–Intensiva

–Em socalcos

–Segundo o declive

A Cultura da vinha, ao nível da União Europeia, tem sido limitada, entre outros aspectos, com o objectivo de…

–Aumentar a importação extracomunitária de vinhos

–Substituir as castas locais por outras menos resistentes

–Contribuir para a diversificação da produção

–Melhorar a qualidade dos vinhos europeus

A terra pode ser explorada por conta própria ou por arrendamento:

–O arrendamento implica que o proprietário pague (em géneros ou valor financeiro) pela exploração da propriedade.

–A exploração por conta própria verifica-se quando o proprietário é simultaneamente o produtor

–O arrendamento traduz-se, geralmente, num grande investimento na propriedade explorada, que conduz à sua valorização

–Em Portugal, o arrendamento representa a forma mais comum de exploração agrícola.

A categoria de ocupação da SAU em que se inclui a olivicultura é a das…

–Culturas permanentes

–Culturas temporárias

–Terras aráveis

–Hortas familiares

 

 

Reforma da PACUma política para o futuro

Reforma da PAC

Uma política para o futuro

Em 1995, e tendo em vista a evolução a longo prazo, a Comissão apresentou aos Estados-membros, no Conselho Europeu de Madrid, uma nova estratégia para a agricultura. O documento que define a estratégia sublinha a necessidade de aprofundar a adaptação da PAC, através de um processo que consolide a estratégia iniciada em 1992, mas que defina, simultaneamente, uma estratégia global que vá ao encontro das necessidades das comunidades rurais da Europa. Em Novembro de 1996, apresentou o primeiro Relatório de Coesão. Este relatório advogava uma reforma da PAC baseada numa maior orientação dos preços institucionais para o mercado e numa abordagem integrada e multi-sectorial do desenvolvimento rural e recomendava que a União Europeia reforçasse a sua acção no sentido de valorizar o potencial económico e a riqueza ambiental das zonas rurais e de aumentar a sua capacidade de salvaguardar o emprego.

Em Julho de 1997, para preparar o próximo milénio, a Comissão apresentou um documento sobre a política futura da União Europeia — Agenda 2000 – , que continha propostas de reforma da política agrícola comum. As propostas tinham por base os bons resultados da reforma de 1992, mas tinham igualmente em conta os novos desafios e oportunidades que se apresentam à agricultura da União Europeia e às economias rurais da Comunidade no dealbar do novo milénio.

Portugal e a nova PAC

A nova PAC não trouxe a resolução de todos os problemas para a agricultura portuguesa. Por exemplo, não resolvei o défice alimentar, provavelmente até o agravou, devido à instauração de quotas que limitam a produção de cereais e leite. No entanto, não fomos atingidos pelo “set-aside”.

A excessiva fragmentação do solo agrícola, na maior parte do país, implica a necessidade de emparcelamento. As pequenas explorações impossibilitam a introdução de novas tecnologias agrícolas (mecanização). Desta forma, o emparcelamento já ocorre na região entre Douro e Minho e na área do Baixo Mondego, tem ajuda dos subsídios comunitários e pretende o aumento dos rendimentos e da produtividade, com a consequente redução dos custos de produção.

Outro modo de potencializar o sector agrícola prende-se com o associativismo agrícola, através da formação de cooperativas. Com a junção de vários membros, cria-se uma organização económica destinada a retirar vantagens que cada um isoladamente não seria capaz. Este tipo de cooperação, para os pequenos e médios agricultores, permite a divulgação mais rápida da informação e da inovação.

Outra maneira de potencializar este sector será a especialização cultural, através do predomínio de determinadas culturas, em função das aptidões dos solos, das condições ambientais e das necessidades de mercado, de forma a aumentar o rendimento e a produtividade e a diminuir os custos de produção. Em Portugal a especialização verifica-se nas regiões vinícolas demarcadas e na horticultura e pecuária leiteira.

A Agricultura Portuguesa também deverá investir em novas culturas em detrimento de outras mais tradicionais. São os casos do Kiwi, da banana e de outros frutos tropicais (em estufas), da beterraba sacarina, das plantas e flores ornamentais, produtos que, através de algumas técnicas sofisticadas e aproveitando as nossas condições climáticas, conseguem encontrar um habitat propício ao seu desenvolvimento.

O sector florestal é outro campo de acção muito importante, uma vez que o nosso país possui óptimas condições pedológicas (solos) para o seu desenvolvimento. No entanto, Portugal, ano após ano, tem sido dizimado pelo flagelo dos fogos florestais. É urgente desenvolver um conjunto de medidas que acabem ou atenuem este problema;
Investir na limpeza periódica das florestas;
Aumentar o nº de caminhos nas áreas florestais
Colocar postos de água em locais estratégicos
Investir no emparcelamento para que exista viabilidade económica.

 

 

A Agricultura Biológica

A Agricultura Biológica

É uma agricultura que exclui a utilização de fertilizantes químicos e pesticidas. Para tal, é necessário um estudo minucioso sobre a constituição e evolução dos solos, as necessidades alimentares das espécies vegetais, as doenças das plantas e os seus parasitas e ainda o estudo das espécies animais que se alimentam desses parasitas.

A Agricultura biológica pretende atingir 3 grandes objectivos:

– Evitar a poluição provocada pelos adubos e pesticidas;

–Preservar os solos, utilizando fertilizantes naturais;

–Produzir alimentos de elevada qualidade em sabor, valor nutritivo e inofensivos para a saúde.

A França é o país do mundo onde se encontra mais desenvolvida a agricultura biológica. A EU tenta incentivar os agricultores a adoptarem técnicas de produção agrícola biológica, de modo a combater a poluição ambiental; mas as pressões económicas são muito fortes. Por um lado, são as indústrias químicas ligadas ao sector; por outro lado surge o fraco rendimento. Com esta prática, as culturas demoram mais tempo a crescer e a taxa de produção é menor, o que torna os custos de produção mais altos.

Entre 2001 e 2007, o cultivo dos chamados produtos biológicos vegetais em Portugal aumentou cerca de 70 por cento, de acordo com os últimos dados divulgados pelo Gabinete de Planeamento e Política do Ministério da Agricultura, uma tendência que a Europa acompanhou .

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Em Portugal desde 1985 que existe uma associação – AGROBIOS que emprega 310 agricultores, para uma área de produção superior a 8 mil (ha). Produzem produtos horticolas e fruticolas. Normalmente este produtos são vendidos a preços mais elevados que os normais.

 

 

A política Agrícola comum em Portugal

 

Potencializar o sector Agrícola e o uso do solo

Objectivos da PAC:

Tal como se encontram enunciados no artigo 33º, os objectivos da PAC são os seguintes:

Aumentar a produtividade agrícola;

Garantir um bom nível de vida à população agrícola;

nstabilizar os mercados;

Garantir os fornecimentos regulares;

Garantir preços razoáveis no abastecimento ao consumidor.

Medidas de incentivo a produção

Para a consecução do proposto, a PAC adoptou medidas incentivadoras da produção, através do desenvolvimento de técnicas agrícolas e da investigação neste campo, mobilizando, para o efeito, um conjunto significativo de verbas e criando um instrumento de financiamento – o FEOGA (Fundo Europeu de Orientação e Garantia Agrícola), com 2 secções: a «Garantia» e a «Orientação»

Nalguns casos, a PAC trouxe grandes benefícios, pois a política de incentivo à produção fez com que a comunidade rapidamente fosse auto-suficiente.

Criticas à PAC

Os mecanismos de intervenção e de ajudas variáveis originaram um aumento de produção superior às capacidades de absorção do mercado;

O volume de excedentes (cerais, carne de bovino, aves de capoeira, produtos lácteos e hortícolas frescos), a “stockar”, têm um custo que tende a tornar-se insoportável.

A comunidade tem que exportar cada vez mais, enquanto o mercado mundial se encontra estagnado, o que leva a uma situação de tensão com os EUA, no seio do GATT – Acordo Geral de Tarifas e Comércio.

Os modos de produção intensivos, perigosos para os solos e para o meio ambiente, são fornecidos por um sistema que faz depender o rendimento dos agricultores das quantidades produzidas – 20% das explorações, as maiores e com terras mais ricas, recebem 80% do FEOGA.

O orçamento do FEOGA – Garantia não cessa de aumentar.

Benefícios e Problemas da PAC em Portugal

Houve canalização de recursos financeiros vindos do PEDAP (Programa Específico de Desenvolvimento da Agricultura Portuguesa), co-financiado pelo FEOGA – orientação; melhoraram-se as infra-estruturas (caminhos, electrificação), a irrigação, a drenagem e conservação dos solos, promoveu-se a formação profissional e o associativismo agrícola, desenvolveram-se as estruturas de produção. Os benefícios iniciais não produziram o sucesso desejado em Portugal porque a nossa data de adesão coincide com a época de gestão de excedentes e travagem de produção do resto da comunidade, o que de certo modo vem desmoronar as esperanças de Portugal desenvolver a sua agricultura.

A atribuição de financiamentos baseava-se no princípio de “quem produzia mas, mais recebia”. Tendo Portugal fraco poder competitivo relativamente aos grandes agricultores comunitários, apresentava grandes dificuldades em aproveitar as ajudas da PAC.

Outro problema que a PAC nos trouxe foi a obrigatoriedade de comprar produtos à comunidade, na maioria mais caros que os do mercado mundial.

A Reforma da PAC

Em 1992, a Comunidade Europeia encetou uma ambiciosa revisão, para tentar colmatar os erros cometidos.

Os principais objectivos são:

–Controlo de produção;

–Apoio ao rendimento dos agricultores

–Manutenção da pop agrícola e respeito e valorização do meio ambiente.

O controlo da produção é acompanhado da redução de preços da generalidade dos produtos agrícolas; por exemplo, há uma descida de 29% do preço dos cereais e 15% no preço da carne de bovino, de modo a nivelá-los com os do mercado mundial. A redução de excedentes, através da diminuição da área cultivada – abrange os agricultores com uma produção superior a 92 toneladas/ano: estes são obrigados a congelar (retirar da produção) 15% das suas terras aráveis – é um pousio forçado – tudo isto para terem acesso às ajudas comunitárias.

Relativamente ao apoio do rendimento dos agricultores, pretende-se compensar integralmente a perda de rendimentos dos agricultores afectados pela descida dos preços. Deste modo, cessa a ajuda à produção e surge um subsídio directo aos agricultores, em função da área das explorações e dos rendimentos médios (por ha).

A manutenção da população agrícola será muito importante, de modo a estancar o despovoamento de certas áreas rurais, através da atribuição de pré-reformas, para os agricultores de 55 anos ou mais, co-financiadas pela comunidade. Esta medida irá contribuir para a renovação da pop. agrícola, de forma a diminuir o envelhecimento no sector.

Finalmente surge a preocupação com o meio ambiente. Surgem incentivos e ajudas à florestação, substituindo solos agrícolas por solos arborizados (facto importante para Portugal, tendo em consideração a nossa aptidão florestal). Surgem, também, financiamentos específicos para protecção das águas, redução do uso de adubos químicos e pesticidas e desenvolvimento da agricultura biológica.

 

 

Níveis de rendimento e produtividade suas consequências

Níveis de rendimento e produtividade suas consequências

A nossa produção agrícola média é reduzida, tendo em conta a superfície que ocupa, o que leva a rendimentos baixos, colocando Portugal na cauda da EU.
O mesmo acontece relativamente à produtividade, pois produzimos muito pouco em relação à mão de obra que utilizamos, que é elevada.

As razões que explicam estes factos não são novas e prendem-se essencialmente com:

  • Condicionalismos físicos pouco propícios

–Solos pobres;

–Irregularidade das precipitações

–Relevo acidentado no norte

  • Condicionalismos humanos

–Índice de envelhecimento elevado

–Baixo nível de instrução/formação profissional

–Dificuldade de inserção de novas tecnologias

–Técnicas agrícolas muito fragmentadas

–Explorações agrícolas muito fragmentadas

Consequências

–Fraco poder de produção e custos muito elevados;

–Dificuldade de competição nos preços de mercado com o resto do mundo

–Empréstimos financeiros elevados

–Factores de produção também elevados

–Com a implantação do mercado único, os produtos deixam de estar sujeitos a barreiras alfandegárias, conseguindo desta forma os países da comunidade invadir o nosso mercado com preços altamente competitivos.

 

Caraterísticas da população agrícola

Caraterísticas da população agrícola

O sector agrícola é o que mais população tem perdido. Em 1960, 40% da nossa população activa pertencia a este sector enquanto que em 1995 somente 10% se ocupava da agricultura valor considerado elevado, tendo em consideração as média da EU.

A diminuição dos activos neste sector não se justifica meramente pela evolução da mecanização da agricultura, mas sim, e principalmente pela emigração dos anos 60 e pelo êxodo rural para as cidades do litoral.

O problema fulcral reside na maioria da população que mantém este sector, caracterizada por:

  • Nível de instrução relativamente baixo;
  • Fraca qualificação profissional
  • Elevado grau de envelhecimento

O Algarve e a Beira Interior e o Alentejo são as regiões que apresentam maior percentagem de população agrícola analfabeta.

Relativamente à formação profissional 95% aprenderam com a prática ao longo do tempo. Somente 7% a 8% têm formação profissional completa (dados de 2002).

No que respeita à idade mais de metade (57% da pop agrícola) tem mais de 55 anos, sendo o Algarve, a Beira interior e o Alentejo as regiões mais envelhecidas.

As consequências do que foi exposto vão-se reflectir nos baixos rendimentos e na baixa produtividade.

Naturalmente que, se o agricultor que ter sucesso, terá que ser um indivíduo bem informado, com conhecimentos a vários níveis – agronomia, contabilidade, manuseamento de máquinas, tendências de mercado,etc.

Formação Profissional

A formação da maioria dos agricultores continua a ser exclusivamente prática. A transmissão de conhecimentos e experiências de pais para filhos apresenta-se, ainda, como o principal modo de formação, pelo que só uma pequena parte dos agricultores recebe formação profissional.

O envelhecimento, o fraco nível de instrução e a falta de formação profissional dos produtores agrícolas constituem um entrave ao desenvolvimento da agricultura, nomeadamente no que concerne à adesão a inovações e à adaptação às normas comunitárias de produção e comercialização.