Gestão e utilização do solo arável

Gestão e utilização do solo arável

Um dos graves problemas que afectam Portugal é o desajustamento das culturas com o tipo de solo ocupado.
Comparando a utilização real com a potencial, verifica-se um desajustamento significativo pois a maioria dos nossos solos 60% deveria esta com floresta e, na realidade a maior parte é utilizada na agricultura. Isto implica que normalmente se cultivam espécies sem ter em conta as características físicas e químicas dos solos, tendo tal como consequência os baixos rendimentos e a degradação progressiva dos solos.

No sistema intensivo, a ocupação contínua do solo pode diminuir-lhe a sua fertilidade, se não houver rotações correctas.
O uso excessivo de fertilizantes químicos e pesticidas leva a graves problemas nos solos, nomeadamente a grande toxicidade que interrompe a acção importantíssima dos microrganismos decompositores, diminuindo a produção de humus.
A criação da RAN – Reserva Agrícola Nacional, em 1989, tem como objectivo principal a protecção dos solos com boa aptidão agrícola, através de algumas medidas proibitivas – concentração de edificios, aterros e escavações, lançamento de resíduos,etc.

Pluriactividade

Em Portugal uma grande parte dos agricultores, não se dedica a tempo inteiro à actividade agrícola, exercendo normalmente outras profissões no sector secundário e terciário – é a pluriactividade. Não têm só mais do que uma actividade, têm também mais do que um rendimento – pluri rendimento.

Nestas circunstâncias a pluriactividade está geralmente ligada a uma agricultura de subsistência, tendo esta o objectivo de abastecer o agregado familiar de produtos agrícolas. É praticada nas horas vagas, depois do horário normal cumprido na industria ou nos serviços.