Importância do associativismo

Importância do associativismo

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O associativismo dos agricultores pode contribuir para a modernização da agricultura na medida em que facilita a aquisição de máquinas, sementes e variados outros produtos essenciais para a prática agrícola. Por outro lado, facilita o acesso a formação profissional especializada e a divulgação de novas técnicas e tecnologias, assim como de novas culturas. Promove igualmente, o apoio de técnicos especializados para um acompanhamento mais próximo do agricultor, assim como a divulgação de iniciativas comunitárias e apoia as candidaturas a novos projetos. Incentiva e apoia a criação de novas empresas. Garante a comercialização e a divulgação dos produtos, melhorando a qualidade e o nível de vida dos agricultores.

Turismo em Espaço Rural

Turismo em Espaço Rural

Turismo no espaço rural (TER) – conjunto de atividades e serviços de alojamento e animação em empreendimentos de natureza familiar realizados e prestados a turistas, mediante remuneração, no espaço rural, tem como principal objetivo oferecer aos turistas a oportunidade de conviver com as práticas, as tradições e os valores da sociedade rural, valorizando as particularidades das regiões no que elas têm mais genuíno, desde a paisagem à gastronomia e aos costumes.

 

Aumento da procura de TER devido a:

  • Maior interesse pelo património, pela Natureza e pela sua relação com a saúde;
  • A necessidade de descanso e evasão e a busca de paz e tranquilidade;
  • A valorização da diferença e da oferta turística mais personalizada;
  • O aumento dos tempos de lazer e do nível de instrução e cultural da população;
  • A crescente mobilidade da população e a melhoria das acessibilidades;

 

Turismo no espaço rural:

  • Turismo de habitação: Desenvolve-se em solares, casas apalaçadas ou residências de reconhecido valor arquitetónico, com dimensões adequadas e mobiliário e decoração de qualidade. Caracteriza-se por um serviço de hospedagem de natureza familiar e de elevada qualidade;
  • Turismo rural: Desenvolve-se em casas rústicas particulares, com características arquitetónicas próprias do meio rural em que se inserem. Utilizando materiais da região, o valor etnográfico é mais importante do que o arquitetónico. Têm, geralmente, pequenas dimensões e mobiliários simples e são utilizados como habitação de proprietário, que dinamiza também a estadia dos visitantes;
  • Agroturismo: Caracteriza-se por permitir que os hóspedes observem, aprendam e participem nas atividades das explorações agrícolas, em tarefas como a vindima, apanha de fruta, desfolhada, ordenha, alimentação de animais, fabrico de queijo, vinho e mel;
  • Casas de campo: são consideradas casas de campo as casas rurais e abrigos de montanha onde se preste hospedagem, independentemente de o proprietário nelas residir. Integram-se na arquitetura e ambiente característicos da região, pela sua traça e pelas matérias de construção;
  • Turismo de aldeia: Desenvolve-se empreendimentos que incluem no mínimo cinco casas particulares inseridas em aldeias que mantêm, no seu conjunto, as caraterísticas arquitetónicas e paisagísticas tradicionais da região. Envolvendo toda a aldeia, esta modalidade é uma das que melhor poderá promover a conservação e a valorização do património edificado

 

 

 

Outras formas de turismo rural:

  • Turismo ambiental: é cada vez mais procurado, pela aventura, pelo contacto com a natureza e pela multiplicidade de atividades ao ar livre. As áreas protegidas, localizadas na sua maioria em áreas rurais, são espaços privilegiados para o turismo ambiental;
  • Turismo fluvial: valorizando a importância da água como fonte de lazer, obtém cada vez mais adeptos, que preferem a calma dos espelhos de água do interior ao rebuliço das praias do litoral;
  • Turismo cultural: valoriza o património arqueológico, histórico e etnográfico local;
  • Turismo gustativo e o enoturismo: dinamizam as áreas rurais, aproveitando a grande diversidade e qualidade da gastronomia e dos vinhos regionais;
  • Turismo cinegético: ligado à caça, cria emprego nas atividades de preservação do ambiente, nas zonas de caça turística e associativa;
  • Turismo termal: as termas aproveitam as características específicas das águas subterrâneas e têm sido elementos importantes na dinamização turística de muitas áreas rurais do nosso país;

 

As regiões devem planear e promover as atividades turísticas de uma forma sustentável, evitando problemas que ocorrem noutros locais associados à procura de lucros rápidos, como:

  • O alargamento excessivo das capacidades de alojamento;
  • O subaproveitamento do solo agrícola;
  • A especulação fundiária e mobiliária;
  • A falta de formação profissional;
  • A perda do elemento humano e das relações personalizadas e a massificação das formas de turismo mais acessíveis;
  • A degradação dos recursos naturais;
  • A perturbação dos ecossistemas e a desfiguração da paisagem;

 

A atividade turística nas áreas rurais não deverá ser entendida como uma atividade milagrosa, mas como um complemento em equilíbrio com as atividades tradicionais e inserida num modelo de desenvolvimento integrado;

A maioria dos produtos regionais é obtida através de sistemas de produção extensivos, o que lhes acrescenta e, a juntar a uma imagem regional, contribui para a sua valorização. Tendo em conta a crescente procura de alimentos de qualidade, estes produtos constituem uma importante via para a obtenção de rendimentos suplementares aos das atividades agrícolas que lhes dão origem e para o desenvolvimento rural.

A importância deste tipo de produções foi já reconhecida na UE, que atribuiu proteção especial aos produtos agroalimentares específicos das regiões e de qualidade reconhecida.

Agricultura

Agricultura

 

Sector primário– grupo de atividades económicas que se dedica à exploração dos recursos que a natureza disponibiliza ao homem. Engloba a agricultura, a pesca, a pecuária, a silvicultura, a extração mineira, entre outras.

Agricultura– atividade económica do sector primário cujo objetivo consiste na produção de alimentos e matérias-primas de origem vegetal retiradas do solo.

Produto interno bruto (PIB) – valor de todos os bens e serviços produzidos num país, por empresas nacionais, ou estrangeiras, num dado período, geralmente um ano em território económico nacional.

Valor acrescentado– Diferença entre o valor da produção e o valor dos custos de produção. Por exemplo uma produção de 200 000 € de azeite que custou em produção 100 000€, gera um valor acrescentado de 200 000€ – 100 000€ = 100 000€.

PAB (produto agrícola bruto) – valor final da produção agrícola de um país. Inclui a pecuária e silvicultura, para além da agricultura.

 

O sector agrícola, mantém algum peso na criação de emprego, e detém uma grande importância na ocupação do espaço e na preservação da paisagem, constituindo mesmo a base económica essencial de alguns áreas acentuadamente rurais do país. Além disso contribui para o PIB dos países.

 

Regiões agrárias:

  • Entre douro e Minho
  • Trás-os-Montes
  • Beira litoral
  • Beira interior
  • Ribatejo e oeste
  • Alentejo
  • Algarve
  • Região autónoma da madeira
  • Região autónoma dos açores

 

Características da agricultura:  

https://pt.wikipedia.org/wiki/Agricultura

  • Tradicional de autoconsumo e subsistência:
  • Produtividade baixa;
  • Uso de utensílios/objetos obsoletos;
  • Elevado número de trabalhadores;
  • Uso de fertilizantes naturais que promovem a produção sem prejudicar o solo;
  • Qualidade superior à quantidade;
  • População com experiências mas com formação adequada;
  • Predomina a policultura em áreas pequenas (minifúndios);

 

  • Agricultura moderna ou de mercado
  • Produtividade elevada;
  • Uso de tecnologias modernas;
  • Baixo número de mão-de-obra;
  • Uso de fertilizantes/ pesticidas que promovem a produção em grande mas sem ter preocupações ambientais;
  • Quantidade superior à qualidade;
  • População com elevados níveis de formação;
  • Predomina a monocultura praticada em áreas com vários hectares (latifúndios);

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Relatório INE

Agricultura tradicional:

  • Itinerante sobre queimada

 

É um dos métodos utilizados na agricultura, e consiste: o agricultor lança o fogo (depois de cortar as árvores), servindo-se das cinzas para fertilizar o solo. Faz o cultivo desse terreno durante 2 ou 3 anos (até os solos ficarem esgotados) e depois procura novos lugares onde repete todo o processo É aplicada em áreas de agricultura descapitalizada. A produção é feita em pequenas e médias propriedades como também em grandes latifúndios (propriedade agrícola de grande extensão). Este método é feito por mão-de-obra familiar, e as técnicas usadas são tradicionais e rudimentares. Os alimentos mais produzidos são o milho, nabo, rabanete, entre outros. Esta técnica é mais usada em PED localizados em África, América Latina e Ásia central.

Agricultura característica de países em vias de desenvolvimento.

 

  • Sedentária de sequeiro

 

É uma técnica agrícola para cultivar terrenos onde a chuva é mais escassa. É um cultivo sem irrigação. Sequeiro deriva da palavra seco. Predomina nas regiões de savana, típica no continente africano. Faz-se em sistema de policultura extensiva associada à criação de gado. Pratica-se o sistema de rotação das culturas para evitar o esgotamento dos solos.

 

  • De oásis

 

É o tipo de agricultura praticada no norte de áfrica nas regiões oásis (lugar, em pleno deserto, onde, devido à existência de água, há vegetação, se fazem culturas e se cria gado), caracteriza-se pela intensidade de ocupação do solo, pelo sistema de policultura e pela extrema divisão da propriedade (minifúndios).

 

  • Da Ásia das monções ou rizicultura

 

É uma forma de agricultura muito comum na Ásia das monções, pois está equilibrada com o clima quente e húmido e com a forte densidade populacional onde são utilizadas técnicas agrícolas muito simples, pormenorizado, e intensivas, fazendo uso da grande quantidade de mão-de-obra existente. As técnicas de cultivo são pouco evoluídas e a utilização de adubos é muito baixa. Desta forma, utilizam como fertilizantes, os excrementos de animais, do homem e as próprias raízes da planta. Contudo, apesar da cultura do arroz ser a principal atividade da região, a rizicultura não constitui propriamente uma monocultura (cultura de uma só espécie agrícola), pois as áreas das encostas e dos planaltos, tanto são ocupadas pela cultura de arroz, como pela cultura de chá ou sorgo

 

 

Agricultura moderna:

 

  • De plantação

 

Pratica-se este tipo de agricultura América do Sul, África e Ásia. É uma agricultura que utiliza processos modernos, e tem como objetivo atingir o máximo rendimento e produtividade. As explorações são de grande dimensão (latifúndio) e é uma agricultura especializada numa espécie (monocultura), a produção é destinada ao mercado nacional e internacional. Neste tipo de agricultura mão-de-obra é abundante e mal remunerada, utiliza técnicas muito evoluídas, visto que tem em vista a obtenção de produtos de qualidade em grandes quantidades.

 

  • Do tipo norte-americano

 

Este tipo de agricultura é muito mecanizada, e recorre a técnicas muito modernizadas. Além disso este tipo de agricultura é feito em latifúndios, e é de alta produtividade.

 

  • Do tipo europeu

 

É uma agricultura praticada em terras de pequena e média dimensão, é bastante mecanizada e recorre muito a fertilizantes químicos. A agricultura europeia tem tido inúmeras transformações e com progressos para uma especialização cada vez mais acentuada, tendo em mente corrigir o excesso de produção em determinados aspetos. Esta tendência acentuou-se com a criação da PAC (política agrícola comum) que através de subsídios tentou diminuir as produções excedentárias.

 

Principais fatores condicionantes da agricultura:

  • Principais fatores físicos:

 

  • Clima
Precipitação
  • Níveis de precipitação variam se estivermos no Norte ou no Sul; se estivermos no Litoral ou no interior variam consoante a estação do ano em que nos encontramos
  • Variam consoante os níveis de evaporação
Temperatura
  • Variam entre Norte e sul do país. Variam entre noroeste de Portugal, beira litoral, e oeste, regiões com grande aptidão para a prática agrícola que se opõem ao interior alentejano onde a prática agrícola tem níveis muito inferiores.
Insolação
  • Os níveis são superiores no Algarve, Alentejo e Madeira, o que beneficia em muito a prática agrícola nomeadamente na produção de frutícolas e hortícolas.

 

 

  • Relevo
  • As maiores altitudes localizam-se no interior Norte e centro, já as áreas de planície são muito mais comuns no litoral e no sul do país. Qualquer área do país pode ser adequada para a prática agrícola apesar dos condicionalismos físicos se escolhermos as espécies que melhor se adequem nas planícies. Nos relevos planos, a fertilidade dos solos é geralmente maior, assim como a possibilidade de modernização das explorações. Se o relevo é mais acidentado, a fertilidade dos solos torna-se menor e há maior limitação no uso de tecnologia agrícola e no aproveitamento e organização do espaço.
  • Recursos hídricos
  • É fundamental para a produção agrícola, pelo que esta se torna mais fácil e abundante em áreas onde a precipitação é maior e mais regular. Em áreas de menor precipitação é necessário recorrer a sistemas de rega artificial. Também depende da permeabilidade das rochas. No norte onde predomina o granito, a rocha é mais impermeável, logo o caudal dos rios é maior. No centro predomina o calcário, a rocha é mais permeável, logo o caudal dos rios é menor. No sul predomina o mármore, é mais impermeável, logo o caudal dos rios é maior. No sul os caudais dos rios são menores, não tanto por causa das rochas, mas sim pela escassez de água.
  • Fertilidade do solo
  • Depende das características geológicas, do relevo e do clima) e criada pelo homem (fertilização e correção dos solos), influencia diretamente a produção, tanto em quantidade como em qualidade.

 

Principais fatores humanos:

  • Densidade populacional
  • Existem grandes assimetrias entre o Norte o Sul do pais, e o litoral e o interior, que levam a uma maior concentração da prática agrícola em determinadas áreas.

 

  • Passado histórico
  • A conquista e o povoamento do país- que leva a que ainda hoje haja uma maior concentração da população no Norte do que no Sul. A este aspeto temos que associar a momentos históricos, como por exemplo os descobrimentos que fizeram do litoral uma área muito mais povoada do que o interior.

 

  • Estrutura fundiária
  • Sendo assim a propriedade no Norte sempre foi de menor dimensão (minifúndio) associada à uma agricultura de subsistência ou de autoconsumo, e dai que predomina o sistema de cultura policultural em regime intensivo, e com espécies que necessitam de água. Já no sul acontece o oposto.

 

  • Objetivo da produção
  • Quando a produção se destina ao autoconsumo, as explorações são geralmente de menor dimensão e muitas vezes, continuam a utilizar técnicas mais artesanais, se a produção se destina ao mercado, as explorações tendem a ser de maior dimensão e mais especializadas em determinados produtos.

 

  • Tecnologias e práticas utilizadas
  • Utilizando tecnologia moderna (máquinas, sistemas de rega, estufas, etc.), contribui para uma maior produtividade do trabalho e do solo

 

  • Políticas agrícolas
  • São orientações e medidas legislativas- quer nacionais quer comunitárias (UE), são atualmente fatores de grande importância, uma vez que influenciam as opções dos agricultores, relativamente aos produtos cultivados, regulamentam práticas agrícolas, como a utilização de produtos químicos, criam incentivos financeiros, apoiam a modernização das explorações, etc.

 

Agricultura sustentável

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