Os transportes e a organização do espaço urbano

Os transportes e a organização do espaço urbano

Apesar do aumento contínuo da urbanização nas últimas décadas, a nossa taxa de urbanização, tem crescido lentamente.

Taxa de Urbanização =( Pop. urbana/Pop.absoluta)X100

1960 -22%

1970 – 26%

1996 – 36%

A tendência geral para o aumento da taxa de urbanização em Portugal, com reflexos no despovoamento do meio rural, é, em grande medida, o resultado da evolução verificada nos transportes, que veio melhorar a acessibilidade em todo o território nacional.

Ao aumentar a mobilidade, aumenta também o nº de ligações entre as cidades e o restante território. Constituindo pólos de elevado poder de atração, as cidades começaram, a crescer em nº e em dimensão demográfica.

A própria organização interna das cidades pode ser alterada como resultado de novas acessibilidades criadas no interior do tecido urbano. O crescimento dos subúrbios e o despovoamento dos centros de algumas cidades podem ser explicados por alterações associadas aos transportes. Também, regra geral, a renda locativa (preço do solo) aumenta de forma proporcional ao aumento da acessibilidade dos lugares e, com ela, a especulação fundiária, assim como o surgimento de áreas de solo expectante.

Portugal, continua a sofrer o fenómeno de êxodo rural. Uma vez que a atracção pela cidade é algo ainda fascinante para uma grande parte da pop. rural. Fenómeno este que é inverso ao verificado em alguns dos países da EU, onde se começa a registar um êxodo urbano, com as pop a preferirem viver junto ao campo.

Esta contínua atracção pelos centros urbanos deve em grande medida a:

– fracas remunerações auferidas na agricultura que é pouco desenvolvida;

–Reduzida oferta de empregos noutras actividades;

–Pequena variedade de equipamentos e infra-estruturas ligadas ao lazer, cultura e até mesmo sociais.

A expansão urbana tem-se realizado à custa das áreas periféricas das cidades e é determinada por vários factores. As áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto, resultando dessa expansão, são aglomerações urbanas de grande dinamismo e polarizadoras do desenvolvimento regional e nacional.

Crescimento demográfico que associado ao elevado custo da habitação na cidade leva á procura de nova áreas residenciais nos subúrbios;

Apesar de tudo, as cidades de Lisboa e Porto revelam um comportamento díspar relativamente à tendência focada, pois nos últimos anos têm vindo a perder pop, preferindo esta fixar-se nos centros urbanos limítrofes, onde o preço das habitações é inferior e a qualidade do ambiente é mais favorável.

Independentemente do seu tamanho, das suas funções ou mesmo da sua localização, a cidade não é um órgão que funciona sozinho. Ela estabelece relações muito estreitas e intensas com o espaço rural envolvente e vice versa. Desta forma, a cidade é a principal compradora de produtos do campo, mas é também a principal fornecedora de bens/ serviços.

O espaço que envolve a cidade fica deste modo sob a sua influência directa, designando-se essa área por “área de influência” ou “área complementar” opu mesmo hinterland.

É lógico que a atracção exercida pela cidade funciona como um pólo magnético. Resta questionar até onde se prolonga essa área de atracção. Em termos teóricos, se o espaço fosse uniforme, a área de influência seria circular, localizando-se o centro urbano no centro dessa área. Assim, a cidade, ou qualquer lugar que fornece produtos ou serviços à sua área circundante, denomina-se lugar central.

 

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