As áreas urbanas organização e dinâmica internas

As áreas urbanas organização e dinâmica internas

Espaço rural – espaço urbano

A distinção entre espaço urbano e espaço rural é cada vez mais difícil. O crescimento populacional e o aumento da mobilidade provocaram a difusão espacial da população, das atividades económicas e do modo de vida urbano, estas vão-se expandir para o espaço rural.

Em todo o mundo a expansão urbana está intimamente ligada a profundas transformações económicas e sociais, traduz-se em novas formas de organização e apropriação do espaço.

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Definição de cidade

Os critérios de definição de cidade:

Recuando alguns anos, seria fácil distinguir o espaço urbano do espaço rural. Bastava observar os modos de vida da pop e as actividades económicas dominantes para concluir que os contrastes eram abismais.

Hoje em dia, a distinção entre o campo e a cidade nem sempre se revela tarefa fácil, uma vez que a cidade tem crescido desenfreadamente e está a alcançar os limites do campo. Torna-se assim difícil distinguir onde começa um e acaba o outro.

Por estranho que pareça, não há uma definição universal de cidade. Cada pais adopta os seus critérios de definição em função de alguns factores. Os critérios mais usados são:

  • Critério Demográfico

– população absoluta de cada cidade

–Densidade populacional

  • Critério Funcional

O Critério Demográfico

  • A contagem da pop absoluta é o critério mais adoptado por todos os países, o que não significa que seja o mais correcto.
  • É normal cada país estabelecer um limiar mínimo de habitantes para considerar a aglomeração de cidade. Os contrastes são enormes, variando de 200 elementos em países com poucos habitantes – como é o caso da Dinamarca – até 40 000 ou mais elementos – como é o exemplo da Coreia do Sul, onde o total de pop absoluta é altíssimo.
  • É o critério mais simples e cómodo, mas apresenta grandes variações, não sendo possível estabelecer comparações.
  • A densidade populacional é o critério também usado, visto ser normal na cidade existir um nº de habitantes por km2 muito elevado. No entanto, não é um critério perfeito, pois há aglomerações denominadas de cidade que não apresentam uma densidade populacional elevada. É caso das cidades novas, bem planeadas, como Los Angeles, por exemplo, que ocupa uma vasta superfície devido a imensos espaços verdes e muitas residências com desenvolvimento horizontal, o que leva a uma baixa densidade populacional.
  • Em alguns países asiáticos menos desenvolvidos, existem aldeias tão densamente povoadas que ultrapassam algumas cidades ocidentais.
  • Deste modo, este critério nunca poderá funcionar isoladamente, revelando-se, pois, insuficiente para definir cidade.

O Critério Funcional

  • Este critério está relacionado com as funções ou actividades desempenhadas na cidade.
  • Há quem afirme que este é o critério mais correcto e mais bem aceite, pois é o que faz a diferenciação mais justa.
  • Basta pensar que, na cidade as principais funções estão ligadas aos sectores secundário e terciário, nomeadamente à produção industrial ao comércio e a outros serviços; ensino, cultura, saúde, administração, entre outros.
  • No entanto, este critério também apresente algumas insuficiências . Existem pequenas cidades limítrofes de grandes cidades cujos habitantes não exercem a sua actividade no local de residência, mas sim na grande cidade, deste modo, este critério não funciona. Por outro lado, existem lugares que se desenvolvem à volta de uma área industrial e cujos habitantes se dedicam ao sector secundário, mas são locais tão pequenos em termos de habitantes que não poderão ser considerados cidades.
  • O ideal será então a junção do critério demográfico com o critério funcional. Desta forma, além da população de uma cidade se dedicar ao sector secundário ou terciário, estas aglomerações também deverão obedecer a um nº mínimo de habitantes (relacionado com o grau de desenvolvimento do pais e da pop total).

Em Portugal, o critério de definição de cidade tem vindo a sofrer alterações ao longo dos anos.

Até 1960, o título de cidade era atribuído pelo governo ou monarquia como recompensa de serviços prestados ou por questões defensivas. Noutros casos, as povoações ligadas a uma importante função religiosa eram promovidas à categoria de cidade. Todas esta nomeações foram mantidas apesar de algumas, na actualidade, não revelarem a maioria dos requisitos, havendo mesmo já algumas aldeias no país com mais população.

  • A conferência Europeia de Estatística, realizada em Praga, em 1960, sugeriu que fossem considerados cidades os centros populacionais com mais de 10 000 habitantes ou com um mínimo de 2000, desde que a população ativa a trabalhar na agricultura não ultrapasse os 25% do total.
  • As cidades apresentam, porém, alguns aspetos comuns que permitem caracterizá-las:
    • estão dotadas de certos equipamentos sociais e culturais (hospitais, escolas, transportes públicos, cinemas, teatros, etc.);
    • apresentam uma forte concentração de imóveis;
    • o preço do solo é elevado;
    • registam um movimento intenso de pessoas e veículos;
    • exercem influência económica, cultural, social e político-administrativa na área envolvente, de acordo com a importância das suas funções, à escala local, regional, nacional ou mesmo internacional.

http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/ine/em-2011-72-da-populacao-residia-em-areas-urbanas

 

A evolução do critério de definição de cidade em Portugal

Depois do censo de 1960, foi necessário alterar este critério. O INE passou a definir centro urbano como o lugar que tivesse mais de 10.000 habitantes ou que fosse capital de distrito, mesmo que não atingisse esse limiar.

No censo de 1981, a designação de centro urbano foi usada para as aglomerações que apresentassem mais de 5000 habitantes.

Em 1992, sai uma lei que combina o critério demográfico com um limiar mínimo de 8000 eleitores – com a presença de um hospital com serviço permanente, farmácias, ensino preparatório e secundário, casas de espectáculo e centros culturais, parques ou jardins públicos,etc.. A mesma lei acrescenta ainda que poderão ser consideradas razões de natureza histórica, cultural e arquitectónica que, devidamente ponderadas, poderão justificar a elevação.

Localização dos aglomerados urbanos

Existem grandes assimetrias relativamente à distribuição das cidades portuguesas. Em todos os campos de análise, é visível o contraste entre o Norte e o Sul e entre o Litoral e o Interior. Neste sentido, as cidades não fogem à regra.

O nº de cidades tem vindo a aumentar consideravelmente. No sec. XIX existiam poucas cidades, somente oito, mas no final do sec. XX este nº atinge já as 110 cidades, incluído as Regiões Autónomas da Madeira e dos Açores.

 

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