Turismo em Espaço Rural

Turismo em Espaço Rural

Turismo no espaço rural (TER) – conjunto de atividades e serviços de alojamento e animação em empreendimentos de natureza familiar realizados e prestados a turistas, mediante remuneração, no espaço rural, tem como principal objetivo oferecer aos turistas a oportunidade de conviver com as práticas, as tradições e os valores da sociedade rural, valorizando as particularidades das regiões no que elas têm mais genuíno, desde a paisagem à gastronomia e aos costumes.

 

Aumento da procura de TER devido a:

  • Maior interesse pelo património, pela Natureza e pela sua relação com a saúde;
  • A necessidade de descanso e evasão e a busca de paz e tranquilidade;
  • A valorização da diferença e da oferta turística mais personalizada;
  • O aumento dos tempos de lazer e do nível de instrução e cultural da população;
  • A crescente mobilidade da população e a melhoria das acessibilidades;

 

Turismo no espaço rural:

  • Turismo de habitação: Desenvolve-se em solares, casas apalaçadas ou residências de reconhecido valor arquitetónico, com dimensões adequadas e mobiliário e decoração de qualidade. Caracteriza-se por um serviço de hospedagem de natureza familiar e de elevada qualidade;
  • Turismo rural: Desenvolve-se em casas rústicas particulares, com características arquitetónicas próprias do meio rural em que se inserem. Utilizando materiais da região, o valor etnográfico é mais importante do que o arquitetónico. Têm, geralmente, pequenas dimensões e mobiliários simples e são utilizados como habitação de proprietário, que dinamiza também a estadia dos visitantes;
  • Agroturismo: Caracteriza-se por permitir que os hóspedes observem, aprendam e participem nas atividades das explorações agrícolas, em tarefas como a vindima, apanha de fruta, desfolhada, ordenha, alimentação de animais, fabrico de queijo, vinho e mel;
  • Casas de campo: são consideradas casas de campo as casas rurais e abrigos de montanha onde se preste hospedagem, independentemente de o proprietário nelas residir. Integram-se na arquitetura e ambiente característicos da região, pela sua traça e pelas matérias de construção;
  • Turismo de aldeia: Desenvolve-se empreendimentos que incluem no mínimo cinco casas particulares inseridas em aldeias que mantêm, no seu conjunto, as caraterísticas arquitetónicas e paisagísticas tradicionais da região. Envolvendo toda a aldeia, esta modalidade é uma das que melhor poderá promover a conservação e a valorização do património edificado

 

 

 

Outras formas de turismo rural:

  • Turismo ambiental: é cada vez mais procurado, pela aventura, pelo contacto com a natureza e pela multiplicidade de atividades ao ar livre. As áreas protegidas, localizadas na sua maioria em áreas rurais, são espaços privilegiados para o turismo ambiental;
  • Turismo fluvial: valorizando a importância da água como fonte de lazer, obtém cada vez mais adeptos, que preferem a calma dos espelhos de água do interior ao rebuliço das praias do litoral;
  • Turismo cultural: valoriza o património arqueológico, histórico e etnográfico local;
  • Turismo gustativo e o enoturismo: dinamizam as áreas rurais, aproveitando a grande diversidade e qualidade da gastronomia e dos vinhos regionais;
  • Turismo cinegético: ligado à caça, cria emprego nas atividades de preservação do ambiente, nas zonas de caça turística e associativa;
  • Turismo termal: as termas aproveitam as características específicas das águas subterrâneas e têm sido elementos importantes na dinamização turística de muitas áreas rurais do nosso país;

 

As regiões devem planear e promover as atividades turísticas de uma forma sustentável, evitando problemas que ocorrem noutros locais associados à procura de lucros rápidos, como:

  • O alargamento excessivo das capacidades de alojamento;
  • O subaproveitamento do solo agrícola;
  • A especulação fundiária e mobiliária;
  • A falta de formação profissional;
  • A perda do elemento humano e das relações personalizadas e a massificação das formas de turismo mais acessíveis;
  • A degradação dos recursos naturais;
  • A perturbação dos ecossistemas e a desfiguração da paisagem;

 

A atividade turística nas áreas rurais não deverá ser entendida como uma atividade milagrosa, mas como um complemento em equilíbrio com as atividades tradicionais e inserida num modelo de desenvolvimento integrado;

A maioria dos produtos regionais é obtida através de sistemas de produção extensivos, o que lhes acrescenta e, a juntar a uma imagem regional, contribui para a sua valorização. Tendo em conta a crescente procura de alimentos de qualidade, estes produtos constituem uma importante via para a obtenção de rendimentos suplementares aos das atividades agrícolas que lhes dão origem e para o desenvolvimento rural.

A importância deste tipo de produções foi já reconhecida na UE, que atribuiu proteção especial aos produtos agroalimentares específicos das regiões e de qualidade reconhecida.

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