Riscos atuais para as disponibilidades hídricas

 

Riscos atuais para as disponibilidades hídricas:

As águas subterrâneas são afetadas pelo arrastar de poluentes através da infiltração da água da chuva. Os rios são contaminados por efluentes de várias origens, que são despejados, diretamente nos recursos de água. As atividades humanas mais poluidoras para os recursos hídricos são as atividades indústrias, os efluentes domésticos e as atividades agrícolas;

 

Causas & consequências da má gestão dos recursos hídricos:

Resíduos industriais: podem ser sólidos ou líquidos, ou ainda produtos que podem ser dissolvidos e arrastados por águas de infiltração;

Atividades agropecuárias são também grandes poluidoras dos recursos hídricos, destacando-se as descargas poluentes da criação de porcos, ou a contaminação de aquíferos através de pesticidas.

Efluentes domésticos são outro grande sector poluidor das águas. Há nelas grandes quantidades de vírus e de bactérias e, nos países menos desenvolvidos, onde não há redes de esgotos, causam grandes epidemias de tifo ou de cólera, por exemplo.

Salinização, que ocorre nos aquíferos junto ao litoral. Em Portugal continental, existem muitos aquíferos junto ao litoral e a sua sobre-exploração pode fazer com que a água salgada, mais densa, penetre nos aquíferos, fazendo chegar grandes quantidades de água salgada e furos e poços, inutilizando recursos hídricos preciosos.

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Eutrofização que está relacionado com o aparecimento de grandes quantidades de algas verdes e azuis nos rios, lagos e albufeiras. Estas algas desenvolvem-se devido ao lançamento para os rios de grandes quantidades de resíduos orgânicos que favorecem a sua proliferação. As algas multiplicam-se, consomem grande parte do oxigénio da água, podendo levar à extinção da vida nas águas superficiais;

Desflorestação pode dever-se aos incêndios florestais ou ao abate de floresta para diversos fins. Consequências:

  • Diminuição da infiltração das águas das chuvas devido ao aumento do escoamento superficial, levando a uma alimentação deficiente dos aquíferos;
  • Aumento da capacidade erosiva das águas de escorrência, que leva grandes quantidades de detritos para os rios, lagos e albufeiras, aumento o risco de cheia e diminuindo o tempo de vida útil das barragens, devido ao excesso de material proveniente da erosão.

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O aumento do consumo de água, na sequência da melhoria das condições de vida da população, do desenvolvimento económico e até da alteração dos hábitos, tem vindo a colocar alguns problemas que se predem com a necessidade crescente de maiores quantidades de água, com a sua qualidade, com o seu transporte e distribuição. Em Portugal, nem toda a população está ainda servida por redes de abastecimento de água, que garantam quantidade e qualidade. O Norte é a região mais afetada, o que se explica, em parte, pela dispersão do povoamento que interfere nos custos de construção de infraestruturas, aumentando-os.

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O Sistema de tratamento das águas dos efluentes domésticos e industriais carece, no nosso país, de maior desenvolvimento. A construção de redes de drenagem e tratamento de águas residuais é fundamental para ajudar a preservar os recursos hídricos. As regiões menos bem servidas por estas redes localizam-se no litoral norte, o que se explica, à imagem do que acontece com a rede de abastecimento de água, pela maior dispersão do povoamento, que aumenta os custos de construção das infraestruturas e dos equipamentos.

Formas de preservação dos recursos hídricos, existe uma crescente necessidade de implementar princípios de utilizador – pagador, que garantirão que quem utiliza e polui terá de pagar, nas devidas proporções. Para ter efeito esta medida, será necessário aumentar a fiscalização nesta área e incentivar toda a população a utilizar produtos e tecnologias mais amigas do ambiente.

Racionalização do consumo

A gestão dos recursos hídricos também passa pela racionalização do seu consumo nos setores doméstico, agrícola e industrial, o que permite reduzir as águas residuais a tratar, o desperdício e o consumo de energia associado.

A racionalização tem reflexos na eficiência da utilização da água:

Eficiência da água = (consumo útil/ procura efetiva) X 100

Para melhorar este indicador, podem ser adoptadas algumas medidas, como, por exemplo:

 

Na agricultura:

  • utilização de técnicas de rega menos consumidoras de água;
  • cultura de espécies mais adaptadas às condições climáticas;
  • reutilizção de água previamente sujeita a tratamento.

Na indústria

  • utilização de técnicas e tecnologias mais modernas, menos consumidoras de água;
  • tratamento das águas residuais e sua reutilização

Fins domésticos

uso racional através da implementação de medidas simples e já muito divulgadas por ex: a lavagem de máquinas em carga total, a manutenção dos equipamento para não se verificar desperdício (torneiras a pingar), a diminuição do débito de água dos autoclismos, a criação de hábitos pessoais que evitem gastos desnecessários (evitar o banho e imersão, lavar as mãos com a água a correr, etc.)

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