Funções das Barragens

Barragem- é uma barreira geralmente feita de terra ou de betão armado, construída num curso de água para a sua retenção, destinada à produção de eletricidade, de abastecimento doméstico ou industrial para a irrigação, para a regularização dos cursos de água.

 

Funções das barragens:

  • Produção de energia hidrelétrica
  • Abastecimento de águas às populações para uso doméstico e para atividades económicas (agricultura, indústria, etc.)
  • Constituição de reservas hídricas mais importantes em climas de precipitações regulares.
  • Regularização dos caudais, este aspeto é igualmente importante em climas do tipo mediterrâneo, onde os períodos de seca se seguem a outros a outros de precipitações abundantes que provocam o aumento dos caudais e de consequente cheias.
  • Aproveitamento das albufeiras para fins turísticos, que embora não constitua a primeira razão para à sua construção, tem vindo assumir uma importância cada vez maior em termos de desenvolvimento local e regional.

 

Impactos negativos das barragens:

  • Alterações visuais das paisagens
  • Destruição total ou parcial e aldeias e outras infraestruturas
  • Destruição da fauna e flora da região
  • Destruição do património histórico com valor incalculável

 

 

Lagoas e albufeiras:

Quer as lagoas, quer as albufeiras são importantes reservatórios de água doce. As lagoas podem ter diferentes origens, mas aquelas que existem em Portugal, são nomeadamente e de pouca profundidade.

As albufeiras (lagos se formam pelo enchimento a montante de uma barragem) constituem os mais importantes reservatórios de água doce superficial em Portugal. A par disso, têm a função de poder regularizar os regimes dos rios (controlando cheias e estiagens e permitindo a existência de um caudal ecológico) e de produzir eletricidade e reservar água para rega e abastecimento às populações.

 

Águas subterrâneas:

A água da chuva pode infiltrar-se no solo e subsolo devido à gravidade. Durante a infiltração, a água pode encontrar uma camada de rocha impermeável, começando a acumular-se em profundidade. Às formações geológicas que permitem a circulação e o armazenamento de água nos seus espaços vazios, possibilitando a sua exploração economicamente rendível dá-se o nome de aquífero.

Em Portugal, os aquíferos são de três tipos: porosos, cársicos e fissurados.

O Maciço antigo é pobre em aquíferos. Pelo contrário a bacia do Tejo-Sado é especialmente rica em reservas de água subterrânea, com cerca de 72% do total do país. As orlas ocidentais e meridional têm grande uma grande variedade de aquíferos, possuindo cerca de 21% das reservas extraíveis.

As regiões do maciço antigo são constituídas por rochas pouco permeáveis: xistos e granitos. A água só consegue infiltrar-se onde as rochas estão fissuradas.

A bacia do Tejo-Sado possui o maior sistema de aquíferos da Península Ibérica.

Na orla ocidental, os sistemas aquíferos são importantes e de elevada produtividade. São regiões onde há grandes extensões de rocha calcária, por vezes muito carsificada, o que facilita a infiltração da água. As regiões calcárias da área de Leiria-Fátima são extremamente ricas em subterrâneas – toalhas cársicas. Existem mesmo rios subterrâneos, característicos destas regiões, que, quando afloram à superfície, constituem nascentes com caudais importantes, designadas por exsurgências. Por vezes, os rios, ao chegar a uma região calcária, desaparecem à superfície, tendo parte do seu percurso subterrâneo, aparecendo novamente à superfície uns quilómetros mais à frente, nas denominadas ressurgências.

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