Tipos de pesca

Tipos de pesca

 

Em Portugal praticam-se vários tipos de pesca consoante o tipo de embarcações e técnicas utilizadas. As embarcações podem agrupar-se da seguinte forma:

  • Aquelas que se deslocam apenas nas águas nacionais e em redor – praticando a pesca local e a pesca costeira
  • Aquelas que trabalham em águas internacionais e afastadas – que praticam a pesca de largo e a pesca longínqua.
Tipos de embarcações
Embarcações Características

Embarcação de pesca local

Barcos de madeira; pequenos (-9m); trabalham junto à costa (máx. 10milhas); utilização de técnicas artesanais

Embarcações de pesca costeira

Dimensão superior a 9m; Podem atuar fora da ZEE, tendo já técnicas de conservação do pescado possuem autonomia para permanecer no mar alguns dias; utilização de técnicas mais modernas

Embarcações de pesca de largo

Barcos de grande dimensão; tonelagem superior a 100TAB; trabalham para além das 12milhas, em águas internacionais; podem permanecer no mar 2-3 semanas; prática da pesca industrial

Embarcação de pesca longínqua

Navios grandes e bem equipados; grande autonomia; trabalham muito longe dos portos de origem; Utilização de técnicas modernas (sondas, radares, etc.); possuem meios eficazes de conservação de peixe; podem permanecer vários meses no mar.

 

Tipos de Pesca

  • Arrasto
  • Cerco
  • Rede de deriva

 

 

 

 

 

 

 

Dimensão da frota

Em Portugal domina a pesca local, com recursos a técnicas tradicionais; com embarcações pequenas e feitas de madeira, tendo uma TAB muito reduzida. No entanto, esta atividade tem sido muito importante para as comunidades de pescadores que têm na pesca tradicional o único modo se sobrevivência.

Até à entrada de Portugal para a UE, os incentivos a este tipo de pesca eram muito reduzidos ou até mesmo nulos, o que contribuiu para a degradação da frota portuguesa, não havendo qualquer renovação ou introdução de técnicas modernas.

Após 1986, houveram então incentivos à modernização da frota pesqueira, através do apoio dos fundos estruturais, como a FEOGA, com a atribuição de subsídios que têm permitido a aquisição de barcos mais modernos e de equipamentos de navegação, de deteção e de captura. O governo português, através da IFADAP, tem financiado o setor. Como resultado, a frota portuguesa, sofreu uma reconversão qualitativa e quantitativa na última década. Este desenvolvimentos tecnológico – uma frota mais moderna e equipada com sistemas de deteção de cardumes, com modernos aparelhos de captura e com sistemas de conservação e transformação do pescado em alto mar – tem sido um fator fundamental para o aumento da produtividade e da competitividade da pesca portuguesa.

Contudo a vizinha Espanha, coloca no mercado português peixe a preços mais baixos.

Apesar de todo o esforço, a frota portuguesa tem vindo a decrescer, devido à Política Comum das Pescas que visa o redimensionamento da frota com vista a rentabilizar os recursos disponíveis.

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