Rendimento e produtividade agricola

Apesar da evolução positiva dos níveis de rendimento e de produtividade da agricultura portuguesa, estes continuam a ser inferiores à média comunitária, o que dificulta a nossa competitividade. Para esta situação, contribuem fatores como:

  • Condições meteorológicas irregulares e, muitas vezes, desfavoráveis;
  • Características da população agrícola: envelhecida e com baixos níveis de instrução e de formação profissional;
  • Utilização ainda muito significativa de técnicas tradicionais;
  • Uso inadequado de adubos e pesticidas;
  • Predomínio de explorações de pequena dimensão;
  • Desajustamento frequente das culturas à aptidão dos solos;
  • Elevados custos de produção, incluindo custos de combustíveis e impostos superiores aos da maioria dos países da UE;
  • Pesados encargos financeiros do crédito a que os agricultores têm de se sujeitar para modernizar as suas explorações

Utilização do solo

A falta de competitividade dos produtos portugueses face aos produtos comunitários, resulta dos baixos níveis de rendimento e de produtividade.

Os baixos níveis de rendimento e produtividade devem-se a variadíssimos fatores, de ordem natural e de ordem estrutural.

Um fator importantíssimo é a deficiente gestão e utilização do solo arável, uma vez que se verifica:

  • Desajustamento entre a área cultivada e a sua aptidão para agricultura (muitas atividades agrícolas se desenvolvem em solos pouco aptos para a agricultura)
  • Desajustamento entre características dos solos e as culturas praticadas
  • Sistemas de produção inadequados
  • Sistema extensivo e pousio absoluto (erosão dos solos)
  • A monocultura (empobrecimento e esgotamento de determinados nutrientes)
  • Excessiva mecanização (contribui para a compactação dos solos)
  • Utilização excessiva ou incorreta de fertilizantes químicos e pesticidas no sistema intensivo.
  • Vulnerabilidade dos solos face à erosão. Elevado risco de erosão devido:
  • Os fogos (diminuem a capacidade de retenção de água nos solos, expondo-os à erosão)
  • Características dos solos e do declive
  • Regime pluviométrico (muito concentrado)
  • Temperaturas elevadas (no verão) que levam à perda de matéria orgânica
  • Destruição de cobertura vegetal e mobilização dos solos (lavrar os solos torna-os menos férteis, ou seja, há mais erosão)

A má utilização do solo tem conduzido a um problema ainda maior – uma parte significativa do território continental, sobretudo no Interior e no Sul, apresenta uma tendência para a desertificação. As várias áreas de floresta ardida durante os meses de verão agravem esta tendência.

Perante problemas como a redução da qualidade dos solos e a sua incorreta utilização, o ordenamento territorial assume um papel de grande importância, uma vez que permitirá adequar diferentes utilizações do solo às suas aptidões naturais, impedindo que, por exemplo, se continue a ocupar solos de grande qualidade e próprios para a agricultura com construção urbana e industrial.

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