Recursos Hídricos

Recursos Hídricos

Circulação da atmosfera

A pressão atmosférica é a força exercida pela atmosfera em cada unidade da superfície terrestre. Exprime-se em milibares (mbar). À medida que a altitude aumenta, a pressão atmosférica diminui, pois a diminuição da coluna de ar e a progressiva rarefação do ar, torna-o menos denso. Também a temperatura faz variar a pressão do ar na superfície da terra, quando a temperatura é mais elevada o ar aquece, dilata-se, torna-se mais leve e menos denso, passando assim, a exercer menos pressão na superfície da terra. Assim, com a diminuição da temperatura, passa a exercer mais pressão.

As linhas isóbaras ou isobáricas, são a representação da pressão atmosférica, estas unem pontos de igual pressão atmosférica. Os centros barométricos podem ser de altas (ciclones) ou de baixas pressões (anticiclones). Os centros de altas pressões definem-se por a pressão atmosférica no centro ser mais elevada do que os restantes, os de baixas pressões passa-se o contrário, caracteriza-se por a pressão no centro ser mais baixa. Os centros de altas pressões estão associados ao bom tempo, enquanto que os de baixas pressões estão associados ao mau tempo.

Frente fria

Frente Quente             Frente Oclusa

Conceitos

  • Ponto de saturação (PS) – Quantidade máxima de vapor de água que o ar pode conter, a uma determinada temperatura, a partir da qual vapor de água condensa.
  • Humidade absoluta (AB) – Quantidade de vapor de água existente na atmosfera.
  • Humidade relativa (HR) – Relação entre a quantidade de vapor de água existente num volume de ar, a dada temperatura e a quantidade de vapor de água necessária para se atingir o ponto de saturação.

As disponibilidades hídricas (conceitos)

  • Disponibilidade hídrica – Quantidade de água existente no planeta que é possível utilizar diretamente pelo homem. O consumo indireto também faz parte das disponibilidades.
  • Escoamento superficial (escorrência) – Movimento da água sob terrenos pouco permeáveis, provocado pela ação da gravidade provocando grande erosão. O exemplo mais comum de erosão é os rios.
  • Infiltração – É a absorção da água pela superfície terrestre. Este processo é onde existe permeabilidade dos solos.
  • Águas superficiais – São as água que circulam à superfície da Terra, como por exemplo: os rios, os ribeiros, as águas costeiras ou os lagos.
  • Águas subterrâneas – são as águas que se infiltram no solo, subsolo e rochas adjacentes. Estas águas constituem toalhas freáticas.
  • Permeabilidade – Característica do substrato rochoso que permite a maior ou menor infiltração da água.
  • Caudal – Volume de água que passa na secção de um rio. Quando se diz caudal específico são os m3 que passam numa determinada secção (m3/ Seg.).
  • Rede hidrográfica – É o conjunto de um rio principal e respetivos afluentes e subafluentes.
  • Bacia hidrográfica – Área drenada pelo curso principal de um rio e pelos respetivos afluentes e subafluentes. Esta área está limitada pela linha de festa ou linha do festo que é até onde as águas da rede podem chegar em período de inundação. As principais bacias hidrográficas portuguesas são: Minho; Douro; Tejo e Guadiana.
  • Drenagem – Processo natural ou artificial de escoamento das águas continentais.

Quadro Síntese

Recursos Situação atual Potencialização
Precipitação • Grandes irregularidades na distribuição

– Espaço

– Tempo

• Construção de barragens e mini-hidricas para armazenamento de água;

• Transferências inter-regionais de água.

Águas superficiais

– Rios

– Lagos

• Desigual distribuição espacial dos recursos hídricos;

• Problemas resultantes da existência de fatores

físicos e humanos que condicionam a regularidade e

disponibilidade destes recursos;

• Fraco aproveitamento dos cursos de água para

atividades de lazer;

• Intensa poluição das águas superficiais;

• Aplicação deficiente da legislação sobre a poluição

dos recursos hídricos;

• Legislação desadequada à realidade atual.

• Promoção da investigação no sentido de reduzir as assimetrias;

• Implementação de um plano hidrológico Nacional/Ibérico;

• Equipamento de algumas áreas ribeirinhas com infraestruturas que permitam atividades de lazer das populações;

• Despoluição das águas superficiais;

• Controlo e punição das entidades, agentes poluidores;

• Atualização da legislação em vigor.

Águas subterrâneas

– Cársicas

– Termais

• Grande irregularidade na distribuição;

• Sobre-exploração destes recursos;

• Poluição das águas subterrâneas;

• Subaproveitamento de algumas estâncias termais.

• Racionalização da exploração tendo em conta as disponibilidades regionais;

• Controlo/eliminação da poluição;

• Revitalização do património e dos equipamentos das estâncias termais.

Águas disponíveis

– Cársicas

– Termais

– Rios

– Lagos

• Dependência ao abastecimento das populações em

determinadas áreas do país devido a:

– Carências das redes de abastecimento público;

– Irregularidades no abastecimento;

– Qualidade da água.

• Deficiências no tratamento das águas residuais.

• Racionalização da exploração tendo em conta as disponibilidades regionais;

• Controlo/eliminação da poluição;

• Revitalização do património e dos equipamentos das estâncias termais.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão /  Alterar )

Google photo

Está a comentar usando a sua conta Google Terminar Sessão /  Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão /  Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão /  Alterar )

Connecting to %s