Carateristicas das explorações

Carateristicas das explorações

Morfologia Agrária

– O espaço agrícola português está muito irregularmente repartido e a dimensão das explorações agrícolas é muito variável.

–Um dos problemas da agricultura portuguesa é a grande fragmentação das parcelas quer a nível fundiário quer a nível de exploração.

– Entre Douro e Minho

  • Campos fechados de forma irregular, vedados com vegetação ou muros de pedras sobrepostas;
  • O tipo de povoamento é disperso, ou disperso ordenado ao longo das vias rodoviárias;
  • A forma de exploração da terra é por conta própria, assim como em 91% das explorações do Continente. Neste caso, o agricultor preocupa-se em preservar o solo, aproveitando-o da melhor forma possível
  • Rede de caminhos deficitária ou inexistente, o que leva o agricultor a invadir as explorações dos vizinhos para chegar à sua. Quando existem, são tão estreitos que não é possível a circulação de máquinas agrícolas.

– Alentejo

  • Campos abertos: facilita a mecanização e mesmo a circulação do gado;
  • O tipo de povoamento é concentrado, onde se agrupam as aldeias;
  • A forma de exploração da terra, na maioria das explorações é por arrendamento o que coloca alguns entraves à mecanização (modernização), uma vez que o rendeiro não tem interesse em fazer investimentos em algo que não é seu.
  • Rede da caminhos mais bem delineada possibilitando a entrada de máquinas

– Litoral e Norte do Tejo

  • Nos campos pequenos e fechados pratica-se uma policultura, principalmente para o auto consumo familiar, podendo mesmo ser promiscua, ou seja, no mesmo espaço, e ao mesmo tempo, por exemplo, o milho que serve de suporte ao desenvolvimento do feijão ou da abóbora (especialmente no Verão).
  • Pratica-se um sistema intensivo de cultura,onde todo o espaço é cultivado integralemente e de modo contínuo, não existe pousio.
  • As culturas de Verão, já mencionadas, alternam com os prados de Inverno, que alimentam o gado bovino.
  • Este sistema de cultura recorre à rega de abundância. Apesar de esta região ter valores de humidade muito elevados, é uma forma de intensificar as culturas de verão, aumentando a produção

–Interior a Norte do Tejo

  • Nos campos abertos desta região pratica-se o afolhamento bienal: o campo é dividido em 2 partes (folhas), ficando uma de pousio e a outra, normalmente com um cereal, realizando-se no ano seguinte a rotação.
  • É um sistema extensivo, pois não há ocupação contínua e total do solo.
  • Em redor das aldeias existem campos fechados, onde se cultivam culturas de regadio, no meio das árvores de fruto;
  • Nas encostas mais soalheiras aparece a monocultura da vinha
  • Em toda esta região a mecanização da agricultura é mínima tendo como obstáculo principal o relevo acidentado.

– Sul (Alentejo)

  • Pratica-se uma agricultura essencialmente extensiva, em grandes campos abertos, podendo no entanto aparecer árvores espalhadas, por exemplo, sobreiro e azinheira;
  • O solo é cultivado em regime de rotação de culturas – afolhamento trienal, ou bienal. Normalmente uma folha é ocupada com trigo, a segunda com outro cereal e a terceira fica em pousio. Ultimamente este esquema tem sido alterado, podendo o trigo alternar com o girassol, a aveia e a cevada, e o pousio ser substituído por culturas forrageiras.
  • É uma agricultura de sequeiro, pois raramente se recorre à rega, ficando somente sujeita à percipitação.
  • No plano técnico o sistema extensivo exige poucas operações, sendo a mecanização mais intensa, o que leva ao emprego de pouca mão de obra.
  • O rendimento é relativamente baixo, devido à ocupação descontínua do solo e de este nem sempre ser correctamente bem utilizado,
  • A produtividade é elevada, pois requer pouca mão-de-obra, uma vez que é um regime monocultural, havendo uma cultura dominante.

– Madeira

  • A agricultura é praticada em socalcos, devido ao relevo acidentado;
  • A dimensão das explorações é reduzida – inferior a 1 há – dominando o minifundio.
  • O povoamento é disperso
  • Predomina a policultura intensiva para o consumo da família, no entanto, aparecem sistemas monoculturais de mercado: ex: banana, cana de açúcar, vinha e floricultura (orquídeas, antúrios,etc.)
  • Os solos apesar de pobres, pois são vulcânicos, são fertizados naturalmente e quimicamente.
  • As culturas variam em função da altitude e do clima;

–Açores

  • A maior parte é ocupada com pastagens (acima dos 300m), para a criação de gado, principal recurso económico das ilhas.
  • Abaixo das pastagens, surge uma policultura intensiva de subsistência, protegida com muros e sebes vivas – os cerrados devido ao intenso vento carrregado de sal;
  • Principalmente na ilha de S. Miguel, desenvolvem-se culturas de mercado, por ex: ananás em estufas, chicória, tabaco, chá,etc.
  • Os campos na maioria das ilhas, são de pequena dimensão, com povoamento disperso. Exceptuando a ilha de S.Miguel onde predomina o concentrado.

 

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